terça-feira, 29 de outubro de 2013

Preconceito linguístico


Preconceito linguístico

O preconceito linguístico anda de mãos dadas com o politicamente correto, que tem por objetivo deturpar a linguagem por meio do “marxismo cultural” ou “multiculturalismo”, de modo a destruir a cultura ocidental e a religião cristã.

Preconceito linguístico
 é o nome de um livro do linguista de pau Marcos Bagno, da Universidade de Brasília (UnB), que prega o ensino de uma “gramática diferenciada” nas escolas, do tipo “filma nóis aqui” visto em placas nas arquibancadas dos jogos de futebol. A mesma UnB divulga o conceito gramsciano pastoso de “o direito achado na rua”, criado por Roberto Lyra Filho, que, suponho, pode ser localizado na seção de achados e perdidos da Faculdade de Direito daquela academia pauleira...
O estudo da linguagem popular ou sociolinguística é válido para um estudante de Letras, de Pedagogia ou de Sociologia, nunca para um aluno analfabeto, cujo dever primeiro da escola é ensinar o estudante a falar e escrever corretamente a Língua Portuguesa. Nem por nada que o Programa Internacional de Avaliação dos Alunos 2009 (Pisa), da OCDE, colocou o Brasil na 53ª posição entre 65 países que fizeram o exame.
Esse desastre também pode ser visto na elaboração de nossas leis, que contêm erros grosseiros, como a frase pregada ao lado das portas dos elevadores: “Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar". A jornalista e professora de Português Dad Squarisi, em sua coluna no Correio Braziliense, corrigiu a ignorância dos deputados: “Antes de entrar, verifique se o elevador se encontra parado neste andar”. Na internet, corre a história de que finalmente descobriu-se quem é “o mesmo”: o fantasma do elevador...
O preconceito linguístico anda de mãos dadas com o politicamente correto, que tem por objetivo deturpar a linguagem por meio do “marxismo cultural” ou “multiculturalismo”, de modo a destruir a cultura ocidental e a religião cristã. Destruindo a linguagem, destrói-se o pensamento e as crenças da nossa civilização, moldada na tradição judaico-cristã. Essa desconstrução cultural teve a contribuição importante de Georg Lukacs (“terrorismo cultural”), de Antonio Gramsci (“longa marcha nas instituições”, ou seja, o domínio das escolas, mídia, até igrejas, para influenciar a cultura) e dos integrantes da “teoria crítica” da Escola de Frankfurt, que inicialmente seria chamada de “Instituto para o Marxismo”: Max Horkheimer, Theodor Adorno, Eric Fromm, Wilhelm Reich e Herbert Marcuse.
A Escola de Frankfurt foi “erguida com o dinheiro de Hermann Weil, capitalista e explorador do trigo (e da mão-de-obra barata) argentino. Da cátedra da Escola, os seus integrantes mais notáveis (alguns deles filhos de banqueiros e milionários), diante da crescente supremacia do capitalismo, atiram sofisticados petardos contra o que julgam ser a ‘estrutura dominante’ da sociedade industrial contemporânea. Um dos seus mais destacados mentores, Theodor Adorno (1903-1969) - que morreu de enfarte após uma aluna ter ficado nua na sala de aula para testar o grau de sinceridade do mestre pelas liberdades individuais por ele proclamadas -, era taxativo em afirmar (Dialética Negativa, 1966), por meio da ‘ênfase dramática’, que o mundo e as consciências viviam alienados e não tinham mais salvação, apontando a concentração do capital, o planejamento burocrático e a máquina ‘reificadora’ da cultura de massa como forças destruidoras das liberdades individuais (vindo daí, naturalmente, todo o arsenal crítico mais pretensioso contra Hollywood)”(PONTES, 2003: 42).

“A linguagem, segundo Marcuse, deve permanecer 'antagônica’. A contradição é o instrumento ordinário que ela emprega para tirar a clareza ‘semânica ou lógica’. Em termos simples, faz questão de não ser claro para que a linguagem revele, por duplicidade, uma tensão entre o significado aparente e o significado oculto. A dialética é estabelecida dentro do vocábulo. (...) O significado claro de sua vasta argumentação é, pois, a socidade não repressiva. O sentido que ele ‘esconde e exclui’ no universo da locução é a criação de uma sociedade marxista”
(VASCONCELOS, 1970: 26).
“A correção política é a carrancuda vingança do rancoroso, intolerante e mal-intencionado idiota sobre tudo aquilo que tem vida no mundo. Não é nada mais do que o recurso insincero e desprovido de humor de mentes tão medíocres, que, para eles, o ressurgimento do stalinismo é preferível à dor de um vislumbre do Ser - é o último vestígio da besta que Nietzsche identificava como ‘ressentimento’. Tais mentes tiram sua melancólica noção de prazer - como as fantasiosas ereções de eunucos centenários - maquiando o pouco que desejam conhecer da História para pessoas que parecem não se conformar com os padrões artificiais dos mais ineptos governos do século XX”
(SEYMOUR-SMITH, 2002: 84-5).
Até o Exército Brasileiro se rendeu à língua do politicamente correto: não se realizam mais grupos de trabalho para tratar de Recursos Humanos, mas de “Talentos Humanos”.
A crítica abrangente ao pensamento ocidental foi abraçada com vigor pela esquerda, por feministas e minorias para “fazer crítica social”. “Teóricos como Roland Barthes, Pierre Macheray, Jacques Derrida e outros pós-estruturalistas propõem novas maneiras de ler os textos e empreender a crítica da ideologia. Segundo eles, os textos devem ser lidos como expressão de várias vozes, e não como enunciação de uma única voz ideológica, que precise então ser especificada e atacada. Desse modo, exigem leituras polivalentes e um conjunto de estratégias críticas ou textuais que desvendam suas contradições, seus elementos contestatórios periféricos e seus silêncios estruturados” (KELLNER, 2001: 148).

“Trata-se de uma estratégia ‘subversiva’ de leitura, que parte do princípio de que qualquer texto, por mais que almeje à clareza e ao rigor, sempre contém pontos cegos ou nódulos de ambiguidade que, devidamente explorados, permitem desfazer as amarras lógicas do raciocínio, inverter suas premissas, anular suas hierarquias de ideias” (“O profeta da desconstrução”, revista Veja no. 1876, de 20/10/2004, pág. 154). Jacques Derrida foi “o doutor Frankenstein da filosofia contemporânea” (idem, pág. 154).
E no Brasil? Acompanhando o “preconceito linguístico” de Marcos Bagno, o MEC criou a famigerada “cartilha de erros”, onde se inclui a obscenidade linguística “nós pega os peixe”. O mesmo MEC, que já tentou distribuir o escandaloso Kit Gay, de modo a assediar sexualmente as crianças, também distribuiu o livroCapitalismo para principiantes às bibliotecas de escolas públicas, de acordo com o PNBEM/2008 - Programa Nacional Biblioteca da Escola para o Ensino Médio. Esse livro “didático” prega abertamente a luta de classes, condena o capitalismo e faz apologia ao socialismo. Ou seja, é um manual revolucionário, que defende o que existe de mais nefasto desde o século passado, o Comunismo – ainda que utilize outros termos, como Socialismo, para enganar os imbecis. Por que o MEC, em vez de criar aberrações no ensino, com incentivo à massificação da ignorância e da promiscuidade, não reedita livros como Organização Social e Política do Brasil, de Elizabeth Maria Araújo Loureiro, para ensinar a verdadeira cidadania aos jovens, e jogar o politicamente correto no lixo?
No primeiro governo Lula, “cabeças-chatas” da Secretaria de Direitos Humanos criaram uma cartilha politicamente correta, que pretendia riscar do vocabulário nacional palavras julgadas “ofensivas”. “Boiola” e “bicha” deveriam ser substituídos por “gay” ou “entendido”. Millôr Fernandes sugeriu que “albino” fosse designado por “hipopigmentado”. E negro, seria “hiperpigmentado”? Com críticas vindas de todos os lados, como as do escritor João Ubaldo Ribeiro, o dicionário do “stalinista puritano” foi guardado na gaveta, para possível apresentação em futuro próximo, já que foram impressos 5.000 exemplares. Como se sabe, o brasileiro (petista) não desiste nunca.
Em 2004, foi publicado um livro elucidativo sobre o assunto, Bourdieu e Preconceito Linguístico: duas refutações - na verdade, 2 livros em 1 -, em que Jeaninne Verdés-Leroux aborda o pensamento do francês Pierre Bourdieu, e Arthur Virmond Lacerda Neto, do brasileiro Marcos Bagno. Na França, o sociólogo Pierre Bourdieu, autor de La Misère du Monde, se destaca entre os linguistas de pau, os nouveaux maitres à penser“O sociólogo deve recorrer a termos novos, protegidos, por serem novos, pelo menos relativamente, contra as projeções ingênuas de senso comum” (Cfr. VERDÉS-LEROUX, 2004: 14).“Quando se quer que alguém que não seja profissional da palavra diga coisas (e não é raro que digam coisas extraordinárias, que os profissionais da palavra, com todo o tempo do mundo, jamais pensariam), o que faz falta é um trabalho de assistência à fala (...) eu diria que essa é a missão socrática em todo o seu esplendor” (pág. 25). Em Homo Academicus, Bourdieu se supera: “O retorno reflexivo implicado na objetivação do próprio universo e o questionamento radical imposto pela ‘historicização’ de uma instituição socialmente reconhecida como fundada para reivindicar a objetividade e a universalidade para suas próprias objetivações” (pág. 33).
Diz Lacerda Neto: “O opúsculo intitulado ‘Preconceito Linguístico, da autoria do professor Marcos Bagno, pretende invalidar o que reputa oito mitos concernentes ao português no Brasil e proclama como forma pior de preconceito em termos de idioma, o conjunto de prescrições de que se constitui a gramática tradicional, que, segundo o seu autor, representa um instrumento ideológico de legitimização das classes dominantes no poder” (LACERDA NETO, 2004: 173). “Tudo vale, ensina o livro. Logo, valem todas as simplificações, as perdas das preposições, a abolição dos plurais (‘as duas máquina está parada’, ‘veio muitas pessoa’), a confusão dos tempos verbais, as gírias, o desleixo, a lei do menor esforço, a preguiça, os modismos, os estrangeirismos” (pág. 174). “A tese em apreço revela já um traço permanente do livro: a sua completa indiferença pela instrução dos brasileiros. Afinal, se saber menos é tão meritório quanto saber mais, mal não há em que quem sabe menos, continue assim” (pág. 175). “Lê-se na página 39: ‘Ora, não é a língua que tem armadilhas, mas sim a gramática normativa tradicional, que as inventa precisamente para justificar sua existência e para nos convencer de que ela é indispensável’ ” (pág. 176). “Na página 124 depara o leitor a afirmação de que ‘a língua materna ... é adquirida pela criança desde o útero, é absorvida junto com o leite materno’ ” (pág. 181). “Se alguém suspeitar de que com isto abriu-se o caminho à anarquia e aos guetos linguísticos, acertou em cheio: o professor Bagno confessa preferir a barbárie do cada um por si, ao regramento da norma culta” (pág. 182). “Submetendo os professores os textos dos seus instruendos ao questionário sugerido em ‘Preconceito Linguístico’, eles não os estariam educando, nem lhes dando voz, nem encorajando-os a manifestarem-se, tampouco lhes reconhecendo o direito à palavra: estariam a instituir o ‘escolarmente correto’, o terrorismo pedagógico, a manipulação das mentes pela necessidade das boas notas” (pág. 187).
O positivista Arthur Virmond de Lacerda Neto, em e-mail do dia 15/10/2013, afirmou:
No fundo, a psicologia das doutrinas de M. Bagno parecem-me consistir em ódio, o mesmo ódio que Carlos Marx pregava no Manifesto Comunista. Alguém disse que um traço mental do marxismo é o ódio pela cultura capitalista-burguesa; parece-me ser o caso de M. Bagno. O que ele diz é estúpido e frágil intelectualmente; só se justifica emocionalmente, como racionalização de hostilidade. As doutrinas dele são afetivas e não inteligentes, para usar o vocabulário Positivista”.
Segundo William Lind, “o politicamente correto é AIDS intelectual. Tudo que ela toca adoece e finalmente morre”. Os pensadores marxistas, ao insistirem na filosofia da miséria, transformaram-se na miséria da filosofia.

Bibliografia:
 
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia - Estudos culturais: identidade e política entre o moderno e o pós-moderno. EDUSC, São Paulo, 2001 (Tradução de Ivone Castilho Benedetti).
PONTES, Ipojuca. Politicamente Corretíssimos. Topbooks, Rio, 2003.
SEYMOUR-SMITH, Martin. Os 100 livros que mais influenciaram a humanidade - A História do Pensamento dos Tempos Antigos à Atualidade. Difel, Rio, 2002 (3ª. edição - Tradução de Fausto Wolff).
VASCONCELOS, Perboyre. A volta ao mito - À margem da obra de Marcuse. Biblioteca do Exército e Laudes, Rio, 1970.
VERDÉS-LEROUX, Jeaninne; LACERDA NETO, Arthur Virmond de. Bourdieu e Preconceito Linguístico: duas refutações. Editora Vila do Príncipe, Curitiba, 2004.

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CNV fará exumação do Corpo de Jesus Cristo


CNV fará exumação do Corpo de Jesus Cristo

Félix Maier

17/10/2013

A Comissão Nacional da Vergonha (CNV), erradamente denominada Comissão Nacional da Verdade, porque se atém à meia verdade dos fatos históricos recentes, o que equivale dizer que persegue a mentira por inteiro, além da exumação dos restos mortais de Jango ("que gostava de putas e farras", segundo Márcio Moreira Alves) e de JK (o "Garanhão das Alterosas", que morreu em acidente rodoviário na Via Dutra quando ia se encontrar com a amante no Rio), tomou a decisão histórica de exumar também os restos mortais de Nosso Senhor Jesus Cristo, o JC ou Jota Cê.

A Comissão da Vergonha, cujo objetivo único é mamar dinheiro oficial fácil e sacanear as Forças Armadas, chegou à puta conclusão que não foram os judeus os culpados pela morte de JC, nem os romanos, nem os galileus, nem os fariseus, nem os filisteus, nem os sodomitas, nem os essênios, nem os samaritanos, nem os saduceus, nem os sírios, nem os persas, nem os eunucos, nem o Faraó, nem as madalenas, nem Caifás, nem Pilatos, nem Barrabás, nem Mel Gibson. A Vergonha quer provar que foi a ditadura militar brasileira a culpada pela morte de JC. Melhor dizendo, a vergonhosa começão de dinheiro público garante que foi o coronel do Exército Carlos Alberto Brilhate Ustra o único culpado pela morte de JC. Como isso pode ter ocorrido?

Simples. De acordo com o funkeiro-sambista-do-crioulo-doido que atualmente está presidindo a Vergonha (José Carlos Dias), e com base nos ensinamentos do espiritismo de Alan Kardec, a alma do soldado que transpassou o coração de JC com uma lança reencarnou-se na pessoa do coronel Ustra. Quem garantiu isso à Vergonha foi a médium contratada pela Rede Esgoto de Televisão para fazer contato com a jovem noiva morta no dia do casamento, na novela Amor à Vida.

Em suas várias reencarnações, Ustra sempre foi militar, em mais de 2.000 anos de História. Lutou na Cruzada de Ricardo Coração de Leão - até chegou a bater um papinho com Saladino. Lutou na Guerra dos Cem Anos. Lutou na Reconquista da Península Ibérica, ao lado do mítico El Cid, o Campeador. Lutou no Brasil ao lado dos farroupilhas. Ustra também lutou na Guerra da Crimeia. No ano de 2159, Ustra irá combater em Elysium, junto com Wagner Moura e Matt Damon. Nunca se viu no Sistema Solar um homem com tal vocação militar.

O funkeiro-da-vez que preside a Vergonha já solicitou ao padre franciscano que custodia o Santo Sepulcro, em Jerusalém, que cumpra decisão do Vaticano, que permitiu que a tumba seja aberta e coletada amostra do corpo de Jota Cê, para testes de DNA.

O funkeiro-da-vez também solicitou ao Cardeal de Turim, na Itália, amostras do DNA do Santo Sudário. É possível que sejam encontrados no Sudário vestígios de pele, suor, cuspe ou até sangue do soldado que torturou, esbofeteou, arranhou, colocou num pau-de-arara e furou o coração de JC. O mesmo funkeiro-da-vez também já emitiu uma Ordem de Busca, em todo o planeta, de modo que seja encontrada amostra de DNA existente no sangue coagulado no Sagrado Lenho, que podem ser de JC e também do tal militar brasileiro.

Segundo pesquisas uspianas do IPEA (Instituto Petista de Estudos Anticristãos), o Sagrado Lenho pesava cinco toneladas, tendo em vista os milhões de lascas da madeira da Cruz encontradas nos escapulários existentes durante a Idade Média, que centuplicaram na Idade Contemporânea, por conta dos milhares de igrejas evangélicas que foram criadas nas últimas décadas. Como se sabe, crente não aceita a existência de estátuas, até já quebraram várias dentro de igrejas católicas, assim como uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, na TV Record, feita por um "bispo" de araque, nem de ícones em suas igrejas, mas gosta de ter em casa uma lembrancinha da Terra Santa, como garrafa de água do Rio Jordão. Por que não guardar lascas da Vera Cruz, a verdadeira Cruz de Cristo, descoberta por Helena de Constantinopla? Assim, há milhões de chances de se encontrar um exemplar do tal escapulário com restos da Cruz, ou lascas do Sagrado Lenho em jarras e sarcófagos em volta do mundo. E, obviamente, DNA de JC e de Ustra, com base nos testes comparativos feitos a partir da amostra a ser coletada no Santo Sepulcro.

Black Bloc Verde-Oliva

A Subcomissão da Vergonha, da OAB-RJ, acha que já sabe quem são os terroristas mascarados, que diariamente incendeiam ônibus e carros da polícia, dão porrada nos PMs, depredam caixas eletrônicos dos bancos e assaltam lojas no centro do Rio. Não seriam os Black Blocs, nem os Anonymous, os tais desordeiros, como afirmam os golpistas da mídia chapa branca. Tudo não passa de pura desinformação, realizada pelos militares de pijamas – o Black Bloc Verde-Oliva.

Para a Subcomissão vergonhosa, os terroristas, que já fazem parte da paisagem do Rio, para deleite dos turistas, são os malditos militares da Reserva, sob o comando do coronel Ustra, que à noite saem às escondidas do Clube Militar, para praticar atos terroristas, Clube esse onde se escondem durante o dia, para refazer o estoque de vinagre, coquetéis molotov, foguetões, cabeças-de-negro, estilingues, barras de ferro, rolos de macarrão, soco inglês, tacos de beisebol, blocos de petra e - naturalmente - máscaras negras. O fogo colocado na porta do prédio do Clube foi também um ato de desinformação dos terroristas militares, pois foram eles mesmos que provocaram o incêndio. Até Tarso Genro já foi visto nas imediações do Clube Militar, para descobrir o que está acontecendo.

Segundo a OAB da sem-vergonhice carioca, as máscaras são para esconder a idade dos militares terroristas, as rugas do rosto, os cabelos brancos, pois não há botox que faça um setentão ter a cara de um garoto de vinte e poucos anos. A OAB está desconsolada, pois apenas são presos os jovens idealistas, que usam camisas com a foto de Che Guevara, o "porco fedorento", ou seja, os tais inocentes úteis utilizados pelos maquiavélicos militares para serem massacrados pelos meganhas. Nenhum militar terrorista, até hoje, foi preso.

Quando esses jovens idiotas úteis são presos, logo em seguida são todos soltos pelos advogados de porta de cadeia que a OAB convoca às dezenas, todo dia. Militar que se preza nunca é preso. Se for abordado pela polícia, não tem documento de identidade, passa como mendigo e logo é liberado. Cobra criada, o militar terrorista sabe a hora de sair de cena, quando o pau quebra com a polícia, e sabe como ninguém jogar a culpa pelos atos terroristas nos idealistas do incêndio - os tais babacas que às vezes sangram, como JC, e comovem o terno coração de Maria "La Pecosa" do Rosário, vulgo "A Sardenta".

Fonte da Polícia Federal revelou ontem que a corporação anda farta dos caprichos da ministra da Secretaria de Direitos Humanos. Maria do Rosário parece gostar de se sentir poderosa, acionando e ocupando delegados e agentes em investigações bizarras. Foi dela a “denúncia” de que a oposição espalhara o boato sobre o calote ao Bolsa Família, e a PF concluiu depois que a responsabilidade fora da própria Caixa.
Fonte: CH de 18/10/2013.

Exumação de Jango é marcada para 13 de novembro A coordenação da exumação é feita pela Instituto Nacional da Criminalística, da Polícia Federal
Agência Estado
Publicação: 16/10/2013 17:43 Atualização: 16/10/2013 17:49
A exumação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart, sepultado em São Borja, no interior gaúcho, está marcada para o dia 13 de novembro. Essa definição foi tomada nesta quarta-feira, 16, em reunião na Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, em Brasília. A data de 13 de novembro já havia sido cogitada para a exumação, mas foi confirmada somente nesta quarta, após reunião entre representantes do governo e peritos do Brasil e do Exterior, em Brasília.
Saiba mais...
"Estamos em plenas condições de realizar este procedimento em busca da verdade do que ocorreu com o presidente João Goulart em 1976. Estamos preparados para o processo de exumação. E nossa referência de data é a realização desse procedimento no dia 13 de novembro", afirmou nesta quarta a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Os restos mortais de Jango serão encaminhados do Rio Grande do Sul para Brasília, para os trabalhos de análise técnica, com retorno a São Borja previsto para o começo de dezembro, respeitando a data da morte do ex-presidente.

A coordenação da exumação é feita pela Instituto Nacional da Criminalística, da Polícia Federal. Há peritos e observadores brasileiros e internacionais participando do processo. Maria do Rosário explicou que estrangeiros estão presentes nessa ação porque Jango morreu em solo argentino, durante a vigência da "Operação Condor". Ela classificou essa operação como um "pacto de terror e morte articulado pelas ditaduras do Brasil, da Argentina, do Uruguai, do Chile, do Paraguai, com apoio dos Estados Unidos e de várias outras nações que tinham interesses regionais, naquele momento, no nosso País". A ministra destacou que a exumação ocorre em atendimento a pedido da família do ex-presidente.

Exumação da ditadura

"A exumação do presidente João Goulart é a exumação da ditadura no Brasil", declarou Maria Rosário, em entrevista coletiva. "Consideramos que assim nos aproximamos, ao lado da Comissão da Verdade, mais e mais daquilo que devemos dar conhecimento pleno à sociedade brasileira, ainda mais quando nos aproximamos dos 50 anos do golpe militar, no próximo ano", disse a ministra. Ela disse que a exumação ocorre em busca da memória e da verdade do País.

Haverá trabalhos de caráter antropológico, de DNA e exames de caráter toxicológico. Ou seja, será feito um cruzamento dos dados obtidos após a exumação com um mapeamento de substâncias venenosas que eram usadas no Cone Sul, naquela época. Segundo Maria do Rosário, a investigação sobre o suposto uso de venenos envolverá uma rede de laboratórios internacionais que já estão sendo acionados para fazer tal análise.

Jango morreu na Argentina, em 6 de dezembro de 1976. Ele vivia em Mercedes, província de Corrientes, que é vizinha ao Rio Grande do Sul, onde mantinha-se em exílio. Na ocasião, não foi feita uma autópsia. O atestado de óbito cita somente o termo "enfermedad", ou seja, "doença", como motivo da morte. Com a exumação, o governo quer esclarecer se o ex-presidente morreu de causas naturais, ou seja, por problemas no coração - que tem sido a versão considerada oficial até hoje -, ou se foi vítima de envenenamento.

João Goulart foi presidente do Brasil entre 1961 e 1964, quando foi deposto com a chegada do regime militar. Em maio deste ano, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) acatou o pedido da família Goulart para fazer a exumação e reabrir a apuração do caso.

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Das manifestações pacíficas ao mais puro terrorismo


Das manifestações pacíficas ao mais puro terrorismo


As manifestações de rua, iniciadas em junho de 2013, já passaram por vários estágios.

Inicialmente, manifestantes de esquerda, do Movimento Passe Livre (MPL), começaram a “desfilar” em São Paulo (e também em outras cidades, como Porto Alegre), para azucrinar o governador Geraldo Alckmin. Como todos sabem, é ponto de honra para o PT eleger Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde, como futuro governador de São Paulo. É uma aposta pessoal de Lula, como foram os “postes” Dilma Rousseff e Fernando Haddad. E o ministro está bastante visível na mídia, principalmente devido ao Programa Mais Médicos - com destaque para os milhares de “companheiros” contrabandeados de Cuba.

O mote foi o "Passe Livre", ou seja, a exigência de transporte gratuito para os estudantes. Na ocasião, o MPL era contra o aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus em São Paulo. Tanto o governador Alckmin, quanto o prefeito Haddad, caíram na arapuca e anunciaram que não haveria mais aumento. Resultado: Haddad irá aumentar o IPTU, em 2014, em até 50%, para cobrir o rombo.

Nessa primeira fase das manifestações, houve ações de vândalos, que foram combatidos com vigor pela polícia. A esquerda acusou a polícia de ser violenta - com apoio irrestrito da mídia, já que alguns jornalistas ficaram feridos durante as manifestações. Outros prefeitos, Brasil afora, também suspenderam o aumento das passagens de ônibus. Ficaram todos reféns de arruaceiros.
Num segundo momento, os esquerdistas do MPL perderam a condução das manifestações. Foi quando o povo apareceu em massa, centenas de milhares, em várias capitais, especialmente estudantes de classe média, que faziam questão de não se vincular aos partidos políticos, expulsando os que conduziam bandeiras vermelhas do stalinismo, como as do PT, PSTU, MST e congêneres, rasgando e queimando muitas delas. Os cartazes que os manifestantes carregavam foram bem significativos: críticas aos políticos, aos serviços de Saúde, à Educação, aos transportes precários, à corrupção, aos gastos bilionários com a Copa etc. A esquerda se sentiu acuada e começou a acusar os manifestantes como sendo da "extrema direita" - o que faz até hoje, com o apoio da mídia em geral, incluindo a jornalulista Tereza Cruvinel no Correio Braziliense. E olha que as cruzes suásticas que apareceram na avenida foram carregadas por esquerdistas acusadores, não pela dita “extrema direita”. Era a máxima de Lênin sendo colocada em prática: “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”.

Depois da suspensão do aumento das passagens de ônibus, os esquerdistas do MPL em São Paulo deram por encerradas as manifestações, mas por pouco tempo, e logo continuaram os protestos, junto com os sem-teto na periferia da cidade, contra o “latifundiário rural e urbano”. Como se comprovou, caíram as máscaras dos farsantes do MPL, que na verdade não lutam pelo passe livre, mas pela implantação do comunismo no Brasil. Nessa ocasião, Lula convocou uma manifestação-pelego em São Paulo, para mostrar força, mas que se revelou um tremendo fracasso. O objetivo, como sempre, foi atentar contra o governo de Geraldo Alckmin. Na mesma época, que também incluíram manifestações contra Sérgio Cabral, governador do Rio, as passeatas eram essencialmente pacíficas, mas, invariavelmente, terminavam violentas, por conta de carbonários mascarados do Anonymous tupiniquim e dos Black Blocs, de anarquistas e outros – com o apoio ostensivo dos também esquerdosos Fora do Eixo e Mídia Ninja, cujos líderes, como Pablo Capilé, são amigos de longa data de autoridades petistas.

Junto com as manifestações populares, afloraram as intenções bolivarianas de Dilma Rousseff. Primeiro, foi a pretendida convocação de uma Constituinte exclusiva, para reforma política, a qual foi enterrada em menos de 24 horas. Depois, foi sugerido um plebiscito urgentíssimo, para tratar da mesma reforma política, que deveria ser realizado ainda em 2013, antes de outubro, de modo a valer para as próximas eleições, em 2014. Essa proposta também foi para o beleléu, ainda bem, pois iria apenas desperdiçar dinheiro público, via TSE. Por que não colocar em plebiscito algumas questões realmente essenciais para o Brasil, como a menoridade penal e – por que não? - a pena de morte para crimes hediondos, junto com as eleições de 2014, como fazem os EUA regularmente, sem acréscimo de despesas?

E quem Dilma recebeu de braços abertos no Palácio? Dentre os manifestantes, apenas os líderes dos baderneiros esquerdistas, como o MPL. A presidente afirmou que as “manifestações ajudaram a melhorar a vida do brasileiro”. É verdade. A vida dos vidraceiros e dos fornecedores de tapumes melhorou muito, com a reposição milionária desses materiais depois da ação dos chamados vândalos, que na verdade não passam de terroristas em estado puro.

Aí, veio o pulo do gato do PT: o Programa Mais Médicos, que meses antes havia sido descartado pelo governo, no dizer do pinóquio Alexandre Padilha. Esse programa atenta contra a legislação trabalhista, já que os escravos cubanos de jaleco branco – a maioria do contrabando importado – irão receber apenas uma pequena parcela do salário, em torno de 7%, sendo que a maior parte, a do leão, irá para os cofres da ditadura cubana, de modo a fortalecer o regime comunista-terrorista da Ilha. Com essa patifaria, serão enviados cerca de R$ 1,3 bilhão para Cuba nos próximos 3 anos e ninguém deve se surpreender se parte desse valor bilionário voltar ano que vem ao Brasil, para “bombar” a campanha da reeleição de Dilma Rousseff. Ao mesmo tempo, esses médicos de péssima formação (se é que realmente são médicos) irão para as regiões mais pobres do Brasil, no interior e na periferia das metrópoles, para fazer proselitismo comunista justamente junto à população analfabeta e mais carente. Com a falta de médicos brasileiros voluntários para trabalharem nessas regiões pobres, o governo petista, maquiavelicamente, conseguiu colocar a população pobre contra a classe médica. Afinal, é fácil convencer um analfabeto que os médicos brasileiros são interesseiros e que os cubanos são solidários e amigos dos pobres, já que deixaram o conforto do paraíso de Cuba para trabalhar quase de graça no purgatório brasileiro.

Trata-se de um verdadeiro atentado contra a Segurança Nacional, um cavalo-de-troia ultrajante, porque nada impede que os guerrilheiros-espiões cubanos, fantasiados de médicos, se unam às organizações de extrema esquerda do Brasil, junto com as FARC do Foro de São Paulo, de modo a criar focos de guerrilha, tanto rural, como urbana – o que já ocorre em alguns Estados, como Rondônia, Pará e Minas Gerais.

O Exército sofreu a humilhação de ser obrigado a dar hospedagem e comida aos integrantes do cavalo-de-troia cubano em seus quartéis, durante a fase de estágio, antes de eles seguirem para seus destinos. Aos médicos que irão trabalhar na Amazônia, principalmente compostos por cubanos, o Exército vai oferecer um estágio de guerra na selva, o que vale dizer que a instituição militar está formando guerrilheiros comunistas que mais tarde terá que combater. Do jeito que as coisas vão, não será surpresa se no próximo Dia do Soldado o comandante do Exército aparecer fantasiado com a farda de Fidel Castro e a boina de Che Guevara – obviamente acolitado por guerrilheiros cubanos camuflados de branco.

O Conselho Federal de Medicina e seus Conselhos estaduais também foram humilhados pela tirania petista e obrigados a conceder documentação aos médicos contrabandeados pelo PT, que não fizeram o Revalida, como manda a legislação brasileira. A ditadura petista está apenas começando e já provou que não tem limites, pois também aparelhou o STF, com advogados pró-PT, como Ricardo Lewandowski e José Antonio Dias Toffoli, de modo a inocentar os ladravazes do mensalão petralha. [A propósito, é possível que em 2014 o STF se pronuncie sobre o mensalão tucano, ou seja, sobre o processo que envolve o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo; em ano de eleição, seria o timing perfeito para tentar dinamitar a candidatura de Aécio Neves.]

Como as passeatas se tornaram cada vez mais violentas, a massa de manifestantes ordeiros não voltou mais às ruas. Hoje, as avenidas do centro do Rio e de São Paulo se tornaram um palco iluminado de terroristas, que a mídia insiste em chamar apenas de “vândalos”, os quais têm um único objetivo: depredar e incendiar tudo o que encontram pela frente. E a polícia, que apanhou dos manifestantes e da imprensa, faz corpo mole, tanto no Rio, como em São Paulo, deixando que a baderna se repita, sem fim. Só depois de tudo estar destruído é que a polícia põe os bandidos para correr, não prendendo ninguém - o mesmo vergonhoso esquema “espalha-bandido” feito pela PM nos morros cariocas, sem confronto, nem prisão de bandidos ou captura de armas, para instalação da farsa chamada Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Quando, finalmente, a polícia leva alguns incendiários para a delegacia, para prestar depoimentos, logo são soltos. Não faltam dezenas de “advogados de cadeia”, recrutados pela OAB local, para liberar de imediato quem deveria ficar longo tempo no xadrez. Na noite seguinte, num círculo vicioso sem fim, os terroristas voltam à cena do crime, cada vez mais fortalecidos e ousados.

Geraldo Alckmin que se prepare para 2014. “Vai ser o diabo”, como prometeu Dilma Rousseff. Não será surpresa se os chefões do PCC convocarem novamente seus assassinos para matar policiais e “tucanos”, e votar em candidatos do PT, como ocorreu em 2006, depois de São Paulo ser palco de atos terroristas de todos os tipos, com incêndios de ônibus, ataques a bala contra postos policiais, PMs e agentes penitenciários. Não foi mera coincidência a matança de mais de 100 policiais paulistas, em 2012, ter ocorrido num ano que elegeu o petista Fernando Haddad. Vergonhoso foi Alckmin não ter ido a nenhum desses funerais, de modo a prestar solidariedade às viúvas e aos órfãos dos militares. Na percepção de nossos governantes, militar é feito para levar chumbo.

Este é o Brasil atual, o país da impunidade por excelência, refúgio seguro de terroristas e de bandidos em geral. Por isso, nosso País ainda não tem uma lei antiterrorista para se proteger contra os “vândalos” das cidades e do meio rural (MST). Seria querer muito de uma presidente que um dia foi terrorista da VAR-Palmares, que pertence a um partido que é membro do Foro de São Paulo e abriga terroristas em nosso território, como o italiano Cesare Battisti e Olivério Medina, das FARC, e teve o descaramento de afirmar na Assembléia-Geral da ONU, no dia 24/09/2013, que “O Brasil sabe se proteger. Repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas”.

O fim da inocência da ONU


O fim da inocência da ONU

Félix Maier

11/09/2013

Vários textos foram escritos para lembrar os 10 anos sem o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que faleceu no dia 19 de agosto de 2003, junto com mais 21 funcionários da ONU, após explosão da sede da entidade que ele comandava em Bagdá.

Vieira de Mello havia realizado trabalhos importantes na Organização, como as atividades para imposição da paz nos Bálcãs e no Timor Leste. Por isso, seu nome era certo para ser aclamado futuro secretário-geral da ONU.

No dia 25 de agosto de 2013, o Ph.D. José Flávio Sombra Saraiva, professor da Universidade de Brasília (UnB), escreveu para o Correio Braziliense um texto sobre Vieira de Mello, cujo título é “O dia do fim da inocência da ONU”. Chamou minha atenção a palavra “inocência”, justamente na semana em que eu estava lendo o livro de Robert Fisk, A grande guerra pela civilização - A conquista do Oriente Médio, um calhamaço de 1495 pág. lançado pela Planeta em 2007. E o livro de Fisk, um veterano correspondente de guerra, que chegou a entrevistar Osama bin Laden, apresenta fatos envolvendo a ONU que não são nada inocentes.
Refiro-me às sanções feitas pela Organização ao Iraque após a I Guerra do Golfo (1991), conduzida pelos EUA e aliados, quando centenas de milhares de crianças e adultos morreram por inanição e por falta de medicamentos - um verdadeiro crime contra a humanidade.
Antes das sanções propriamente ditas da ONU, a I Guerra do Golfo destruiu centros vitais do Iraque, ocasionando um verdadeiro genocídio: “Em 1991, os aliados haviam inutilizado as centrais elétricas e bombardeado intencionalmente as instalações de tratamento de águas potáveis e residuais, uma decisão que causaria uma catástrofe humanitária na população civil. (...) O índice de mortalidade havia quase quintuplicado entre as crianças menores de cinco anos, que aproximadamente um milhão de crianças sofria de desnutrição e que cerca de 100 mil morriam de inanição. A investigação descobriu que 46.700 crianças menores de cinco anos haviam falecido pelos efeitos combinados da guerra e das sanções nos sete primeiros meses de 1991” (FISK, 2007: 961).
Vale lembrar que a I Guerra do Golfo teve como objetivo libertar o Kuwait, invadido pelas tropas de Saddam Hussein - além de defender os verdadeiros interesses americanos no Oriente Médio: o petróleo. No entanto, os ataques não se restringiram ao território do Kuwait e entorno, mas atingiram todo o Iraque. A destruição da infraestrutura desse país - além das instalações militares - foi quase total, provocando um atraso que levará décadas ou séculos para o país vencer. Mal comparando, é como se o Brasil tivesse tido um litígio com a “República Ianomâmi” - perfeitamente possível depois que o Brasil assinou a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas -, e a ONU autorizasse os EUA a atacar e destruir toda a infraestrutura brasileira, como as refinarias e as plataformas de petróleo, instalações militares, centrais elétricas, a Embraer, a Base de Lançamentos de Alcântara e outros ativos estratégicos. Afinal, se ontem o ataque da “polícia do mundo” foi contra o Iraque (em 1991 e 2003) e a Líbia (2011), se hoje pode ser contra a Síria, por que amanhã não pode ser contra o Brasil, um país sem nenhuma estrutura de defesa?
Como a I Guerra do Golfo ficou pelo meio do caminho, pois o regime de Saddam não foi deposto, uma intifada contra o ditador foi fomentada pela CIA, através do rádio, e houve rebeliões dos curdos no Norte e dos xiitas no Sul, porém não houve suporte bélico dos países aliados. O resultado foi um massacre ainda maior do que havia ocorrido antes, quando Saddam utilizou até armas químicas contra vilarejos curdos. A ONU, não contente com a desgraça iraquiana, aprovou sanções extremas ao país, proibindo a venda de petróleo e a compra de alimentos e medicamentos. Foi uma catástrofe humanitária como nunca havia ocorrido no país. “Em 1996, estima-se que meio milhão de crianças havia falecido como resultado das sanções” (FISK, 2007: 961). “Se a substancial redução da taxa de mortalidade infantil observada no Iraque durante a década de 1980 houvesse se prolongado durante a década de 1990, teria havido meio milhão de falecimentos a menos de crianças menores de cinco anos de idade no intervalo de oito anos compreendido entre 1991 e 1998” (idem, pág. 966).
Na mesma época, muitos iraquianos, que haviam sobrevivido à fome, morreram devido à irradiação ocasionada pelas bombas americanas e inglesas que utilizavam urânio depletado (enfraquecido). “Esse tipo de projétil era fabricado a partir de dejetos da indústria militar; são de uma liga mais resistente que o tungstênio, que se inflama e forma uma ‘nuvem’ incandescente de urânio depois que o projétil perfura a blindagem dos tanques e veículos” (pág. 995). “Era cada vez mais evidente que uma praga química desconhecida estava se difundindo pelo sul da Mesopotâmia, uma trilha angustiante de leucemias e cânceres de estômago que ceifava a vida de milhares de crianças e adultos iraquianos que viviam perto das áreas de guerra do conflito de 1991” (pág. 995). Segundo dados do Ministério da Saúde do Iraque, confirmados pela ONU, 50 a 75% dos casos de leucemia ocorreram com crianças.
A utilização de mísseis com urânio depletado também foi feita pela OTAN - vale dizer “o cérebro inglês e o músculo americano” - contra a Bósnia (1995) e o Kosovo (1998). Mais de 300 refugiados de um bairro de Sarajevo atacado por aviões da OTAN em 1995 morreram de câncer. Segundo a revista alemã Der Spiegel, também foi usado urânio depletado pelos EUA em sua intervenção na Somália, em 1993, sob o comando da ONU. E tem gente que fica surpresa com ataques “terroristas” islâmicos contra alvos americanos, como o visto em Boston, em 2012.
Atualmente, Barack Obama ameaça atacar a Síria, devido a denúncias ainda não comprovadas de que o governo de Bashar al-Assad tenha usado armas químicas contra sua população. É muito cinismo do comandante das Forças Armadas do país que enterrou, com equipamentos pesados de engenharia, entre 8.000 e 10.000 soldados iraquianos vivos, que estavam abrigados em trincheiras durante a I Guerra do Golfo, e matou milhares de pessoas utilizando as tais armas radiológicas com urânio depletado.
Obviamente, a ONU já realizou importantes missões de paz ao redor do mundo. No entanto, essa Organização não perdeu sua inocência com a morte de Vieira de Mello, como afirma aquele professor da UnB. Vale lembrar que a criação da ONU, em substituição à Liga das Nações, é uma tentativa de estabelecimento de um “governo mundial”, limitando a soberania das nações, “tendo a Fundação Rockefeller, então dirigida por Raymond Fosdick, doado o terreno e 8,5 milhões de dólares, em dezembro de 1946, para o estabelecimento da sede da organização, em Nova York” (CARRASCO, 2013: 69).
E nada foi dito por mim sobre a II Guerra do Golfo, o covarde ataque americano contra o Iraque, em 2003, com a desculpa esfarrapada da procura por armas de destruição de massa, que nunca foram encontradas. Precisa ser dito?
Notas:
CARRASCO, Lorenzo; PALACIOS, Silvia. Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil - Um olhar nos porões do Conselho Mundial de Igrejas. Capax Dei, Rio, 2013.
FISK, Robert. A Grande Guerra pela Civilização - A Conquista do Oriente Médio. Planeta, São Paulo, 2007 (Tradução de Sandra Martha Dolinsky).

 
Leia o último livro de Olavo de Carvalho:

“O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Olavo de Carvalho é um sujeito esquisito



Divagações sobre o último livro de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota"


Olavo de Carvalho é um sujeito esquisito

Félix Maier

25/09/2013

Acaba de ser lançado no mercado o livro de Olavo de Carvalho, “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, organizado por Felipe Moura Brasil e lançado pela Record. Como sempre ocorre com Olavo, a “grande mídia” simplesmente ignorou o fato. Abateu-se sobre o filósofo o mais estrondoso silêncio.

Apesar do boicote da intelligentzia tupiniquim, já na primeira semana o livro apareceu em 4º lugar entre os mais vendidos da lista de Veja – e continua no mesmo patamar três semanas depois. Assim como é certo ouvir-se a trovoada depois do raio, esquerdistas invejosos logo lançaram a mentira de que os milhares de livros vendidos (na primeira semana, foram 10.000) foram comprados por “financiadores” secretos de Olavo. Este deve ter dado altas gargalhadas, e até perdeu alguns minutos de seu precioso tempo para dar uma boa resposta aos idiotas que não leram o livro e, mesmo assim, não gostaram.

A respeito do estrondoso silêncio da mídia, Olavo esclarece: “Quando não se contentam em baixar sobre os adversários a mais pesada cortina de silêncio, dedicam-se a difamá-los pelas costas, inventando a respeito as histórias mais escabrosas, tratando-os como criminosos, colocando-os em ‘listas de inimigos’ e cumprindo à risca a regra de Lênin: não discutir com o contestador, mas destruí-lo politicamente, socialmente e, se possível, fisicamente” (pág. 315 – “O plano e o fato”, Diário do Comércio, 11/03/2013).
Sim, destruir fisicamente. Após sofrer ameaças de morte em 1999, Olavo passou uns tempos em Bucareste, a convite do embaixador brasileiro na Romênia. Depois de ser demitido de vários jornais e revistas, Olavo hoje é praticamente um asilado político nos EUA, onde é correspondente do jornal Diário do Comércio, de São Paulo. Outro que deixou o Brasil foi o evangélico Júlio Severo, devido às ameaças de morte promovidas pelo movimento gay devido a seu livro “O Movimento Homossexual”.

O livro de Olavo é uma compilação de importantes artigos, publicados em jornais e revistas, de 1997 a 2013. Os artigos – melhor dizendo, ensaios e, por que não?, pequenos tratados – estão reunidos em 25 capítulos temáticos, onde os assuntos, correlatos, se mantêm coesos e complementares. Como são textos curtos, você pode saboreá-los aos poucos, como drops, mesmo aleatoriamente.

Passei a admirar Olavo de Carvalho depois de ler uma reportagem de capa da revista República. Depois de acompanhá-lo semanalmente na revista Época, escrevi o texto Olavo “Denisovich” Carvalho. Por isso, é com orgulho que me considero um “olavete”, como alguém já me chamou. Triste eu ficaria se me chamassem de “emirete” (Emir Sader), “marilenete” (Tiazinha Chauí), “bagnete” (Marcos Bagno)...

Por que Olavo de Carvalho é um sujeito esquisito, muito esquisito? Olha só o que ele diz no livro, em “Orgulho do fracasso”, artigo publicado em O Globo, 27/12/2003: “Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ele chega ao término da sua duração histórica” (pág. 65). Onde já se viu um cara falar em religião, sem ser padre ou pastor, nestes tempos do politicamente correto, em que predominam a pregação pagã e os ataques permanentes contra o Cristianismo?

O organizador do livro tem razão: “Olavo de Carvalho é um homem de fé”. Ele não tem vergonha de falar de Deus, de São Paulo Apóstolo, do salmista, dos evangelistas, da Bíblia, do Corão, do Budismo, da espiritualidade. Há quarenta, cinquenta anos, ainda havia escritores brasileiros importantes que evocavam Deus em suas obras, como Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção, Austregésilo de Athayde. Qual é o pensador brasileiro de renome que hoje em dia defende os três domínios que uma nação deve ter, para atingir seu desenvolvimento pleno, ou seja, a língua, a alta cultura e a religião?

Continua Olavo: “A Alemanha foi o foco irradiador da Reforma e em seguida o centro intelectual do mundo – com Kant, Hegel e Schelling – antes mesmo de constituir-se como nação. Os EUA tinham três séculos de religião devota e de valiosa cultura literária e filosófica antes de lançar-se à aventura industrial que os elevou ao cume da prosperidade. Os escandinavos tiveram santos, filósofos e poetas antes do carvão e do aço. O poder islâmico, então, foi de alto a baixo criatura da religião – religião que seria inconcebível se não tivesse encontrado, como legado da tradição poética, a língua poderosa e sutil em que se registraram os versículos do Corão. E não é nada alheio ao destino de espanhóis e portugueses, rapidamente afastados do centro para a periferia da noite para o dia, sem possuir uma força de iniciativa intelectual equiparável ao poder material conquistado” (pág. 66).

Olavo finaliza aquele artigo, resumindo sucintamente o que ocorreu no país do bundalelê, onde a “alta cultura” é eleger a mulher-tomate, rebolar o traseiro sobre uma garrafa, ver novela da TV Globo: “Escolhendo o imediato e o material acima de tudo, o povo brasileiro embotou sua inteligência, estreitou seu horizonte de consciência e condenou-se à ruína perpétua” (pág. 67).

Segue Olavo: “‘Cultura’, no Brasil, significa antes de tudo ‘artes e espetáculos – e as artes e espetáculos, por sua vez, se resumem a três funções: dar um bocado de dinheiro aos que as produzem, divertir o povão e servir de caixa de ressonância para a propaganda política... Foi preciso, no festival de Paraty, uma escritora irlandesa (Edna O’Brien) vir avisar aos brasileiros que Chico Buarque de Holanda não faz parte da literatura” (pág. 72 – “A fonte da eterna ignorância”, DC, 27/07/2009). E haja Jabutis literários para os cágados esquerdistas, jabaculês para a indústria da música, regalos da Lei Rouanet para o cinemaço nacional.

O desastre não podia ser pior: “Considerando-se os nossos cinco séculos de história, a extensão física e o volume populacional deste país, a nulidade da nossa contribuição espiritual chega a ser um fenômeno espantoso, sem paralelo na história do mundo” (pág. 64 – “Espírito e cultura”, 31/12/1999).
Em “Abaixo o povo brasileiro”, Olavo volta à carga: “Quando uma vanguarda revolucionária professa defender os interesses econômicos do povo mas, ao mesmo tempo, despreza a religião, a sua moral e as suas tradições familiares, é claro que não quer fazer o bem a esse povo... decidida a atirá-lo à lata de lixo se ele não concordar em remoldar-se à imagem e semelhança de seus novos mentores e patrões. (...) Jogam ao povo as migalhas do Bolsa Família, mas se, em troca dessa miséria, ele não passa a renegar tudo o que ama e a amar tudo o que odeia, se não consente em tornar-se abortista, gayzista, quotista racial, amante de bandidos, eles o marginalizam” (pág. 257 - DC, 24/08/2009).

Olavo tem 8 filhos, aos quais deu um ensino doméstico (homeschooling) de alto nível, que não obteriam nas escolas tradicionais. Ele afirmou que seu filho mais culto é o que passou menos tempo na escola. Ele próprio é um autodidata, um filósofo self-made, sem diplomas acadêmicos. Verdadeiro mestre da lógica, ele sabe utilizar como ninguém as técnicas da argumentação e da refutação, entremeadas com boa dose de humor e ironia. Cedo Olavo aprendeu que, se queria obter conhecimento profundo das coisas, teria que procurar longe dos cursos oferecidos pelas universidades.

E os palavrões de Olavo, que tanto escandalizam os “stalinistas puritanos” do politicamente correto? “Alguns ouvintes já entenderam que a linguagem paradoxal do meu programa True Outspeak – explicações eruditas entremeadas de palavrões grosseiros – é um esforço barroco, talvez falhado, de sintetizar o insintetizável, de resgatar para a esfera da alta cultura a fala disforme e quase animal do novo Brasil. Muitos nem percebem a diferença entre a linguagem tosca e sua imitação caricatural” (pág. 331 – “O Brasil falante”, DC, 28/02/2011).

Sobre Yoani Sánchez, que disse que “em Cuba nunca houve comunismo, apenas capitalismo de Estado”, Olavo transcreve trecho do Manifesto Comunista para desmascarar a blogueira cubana: “A última etapa da revolução proletária é a constituição do proletariado como classe dominante... O proletariado servir-se-á da sua dominação política para arrancar progressivamente todo o capital da burguesia, para centralizar todos os meios de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado” (pág. 318 – “Debilidades”, DC, 02/06/2013).

Olavo escreve os textos com uma vara de marmelo ao lado. Ele não expõe nenhuma pessoa ao ridículo devido a seus pecados privados, porém não tem medo de apontar nominalmente essa ou aquela celebridade quando os pecados são públicos e altamente criminosos, camuflados atrás de conceitos vaporosos como “sociedade”, “grupo social”, “responsabilidade coletiva” – enfim, a esquerdalhada que só sabe agir em grupo, lambendo os rabos sujos uns dos outros, como as alcateias de cães selvagens e os casais swing. Para Olavo, a responsabilidade deve ser sempre individual, não coletiva, como já havia enunciado em sua obra-prima “O Jardim das Aflições” (Realizações, 2000, pág. 174): “Se quem dá coices são os cavalos e não a cavalidade, do mesmo modo quem age é o homem concreto, não a sociedade”.

E por que o gramscismo se estabeleceu tão amplamente na sociedade brasileira? Olavo não tem meias palavras ao afirmar que a estratégia adotada pelos militares, especialmente a teoria de Golbery do Couto e Silva, “o bruxinho que era bom”, de deixar uma válvula de escape da “panela de pressão” aos esquerdistas, contribuiu decisivamente para que isso ocorresse. Após 1964, “uma ala mergulhou na leitura das idiotices de Regis Débray e Che Guevara, torrando suas energias na ‘revolução impossível’ das guerrilhas. Outra, mais esperta, recuou e apostou na estratégia de longo prazo que propunha ir conquistando o universo inteiro das artes, do ensino, da cultura, do jornalismo – discretamente, como quem não quer nada – antes de arriscar a sorte na luta direta contra o inimigo político. O governo militar, obsediado pelo empenho de reprimir as guerrilhas, não ligou a mínima para esses empreendimentos pacíficos, aparentemente inofensivos. Fez vista grossa e até os apoiou como derivativo e alternativa aceitável à oposição violenta. A ideia gramsciana foi tão bem-sucedida que, já em plena ditadura militar, a esquerda mandava nas redações, marginalizando os direitistas mais salientes – Gustavo Corção, Lenildo Tabosa Pessoa – até excluí-los totalmente das colunas de jornais” (pág. 326-7 – “Da fantasia deprimente à realidade terrível”, DC, 11/09/2006).

Olavo é como o profeta que sobe à montanha para encontrar o silêncio e meditar sobre si mesmo, antes de discorrer sobre importantes questões do mundo atual, especialmente as do Brasil, ao mesmo tempo em que o povaréu, lá embaixo, se esfalfa na esbórnia, em adoração ao bezerro de ouro. “O reconhecimento interior não é só um exercício de memória, mas um esforço sério para ampliar a imaginação de modo que possa abarcar mesmo as possibilidades mais extremas e inusitadas. Você não pode fazer isso se não se dispõe a descobrir na sua alma monstros, heróis e santos que jamais suspeitaria encontrar lá” (pág. 401 – “Como ler a Bíblia” – JB, 17/01/2008).

E, como profeta, tem suas premonições: “Os editoriais escritos pelos srs. Roberto Marinho e Júlio de Mesquita Filho jamais poderiam ser publicados, hoje, nos próprios jornais que esses homens fundaram, onde o máximo que se permite, num espacinho minoritário, é um pouco de liberalismo chocho e inofensivo, quando não a pura crítica de esquerda a algum desmando ou patifaria mais vistosa do governo petista” (pág. 316 – “O plano e o fato”, DC, 11/03/2013). Isso Olavo escreveu em março, e, no dia 2 de setembro, cumpriu-se a profecia: a Rede Esgoto de Televisão, no Jornal Nacional, por meio de William Bonner, veio a público renegar o editorial do patriarca de O Globo, escrito em 1984, em que tecia elogios aos 20 anos de governo militar. Hoje, para ser jornalista de O Globo, o sujeito deve obrigatoriamente ser militante esquerdista.

“Olavo de Carvalho não é para frouxos” – afirma o organizador do livro na apresentação da obra. E como o Brasil poderia sair do marasmo em que se encontra? Olavo dá uma pista, o esquisito Olavo, mais uma vez discorrendo sobre espiritualidade: “Lutar para que a cultura brasileira se ligue às fontes centrais e permanentes do conhecimento espiritual, para que a experiência da visão espiritual ingresse no nosso horizonte de aspirações humanas e, uma vez obtida, faça explodir, com a força das intuições originárias, todo um mundo de formas imitativas e periféricas, gerando uma nova vida” (pág. 64 – “Espírito e Cultura”, 31/12/1999).

Na obra, não podia faltar uma abordagem sobre a “língua de pau” do politicamente correto, que tem a finalidade de distorcer e congelar certas expressões linguísticas, de modo que tenham apenas o significado da ideologia socialista. (Para Olavo, “ideologia é a prostituição da inteligência” – pág. 448 – “Conversa sobre estilo” – 28/04/2000.) “O termo ‘fascismo’, que cientificamente compreendido se aplica com bastante propriedade a muitos governos esquerdistas do terceiro mundo, é usado pela esquerda como rótulo infamante para denegrir ideias tão estranhas ao fascismo como a liberdade de mercado, o antiabortismo ou o ódio popular ao mensalão” (pág. 434 – “A palavra-gatilho”, DC, 08/06/2012).

No livro, Olavo lembra também a “espiral do silêncio”, que acovardou os líderes da Igreja Católica nos dois últimos séculos: “Trata-se de extinguir, na alma do inimigo, não só uma disposição guerreira, mas até sua vontade de argumentar em defesa própria, seu mero impulso de dizer umas tímidas palavrinhas contra o agressor... Calar-se ante o atacante desonesto é uma atitude tão suicida quanto tentar rebater suas acusações em termos ‘elevados’, conferindo-lhe uma dignidade que não tem. As duas coisas jogam você direto na voragem da ‘espiral do silêncio’. A Igreja do século XVIII cometeu esses dois erros como a Igreja de hoje os está cometendo de novo” (pág. 416-18 – “Maquiadores do crime – DC, 20/09/2010).

Enfim, isso e muitíssimo mais é exposto no livro do Olavo, que é um convite para que todos nós nos modifiquemos primeiro por dentro para depois tentar modificar o que está em volta. E aí, já comprou o livro ou vai continuar pensando e falando como um idiota?

Leia o último livro de Olavo de Carvalho
“O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”


Leia os textos de Félix Maier acessando:

Mídia Sem Máscara - http://www.midiasemmascara.org/  

Piracema - Nadando contra a corrente (textos mais antigos) - http://felixmaier.blogspot.com/

Piracema II - Nadando contra a corrente (textos mais recentes) – http://felixmaier1950.blogspot.com/
  
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