quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Olavo de Carvalho é um sujeito esquisito



Divagações sobre o último livro de Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota"


Olavo de Carvalho é um sujeito esquisito

Félix Maier

25/09/2013

Acaba de ser lançado no mercado o livro de Olavo de Carvalho, “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, organizado por Felipe Moura Brasil e lançado pela Record. Como sempre ocorre com Olavo, a “grande mídia” simplesmente ignorou o fato. Abateu-se sobre o filósofo o mais estrondoso silêncio.

Apesar do boicote da intelligentzia tupiniquim, já na primeira semana o livro apareceu em 4º lugar entre os mais vendidos da lista de Veja – e continua no mesmo patamar três semanas depois. Assim como é certo ouvir-se a trovoada depois do raio, esquerdistas invejosos logo lançaram a mentira de que os milhares de livros vendidos (na primeira semana, foram 10.000) foram comprados por “financiadores” secretos de Olavo. Este deve ter dado altas gargalhadas, e até perdeu alguns minutos de seu precioso tempo para dar uma boa resposta aos idiotas que não leram o livro e, mesmo assim, não gostaram.

A respeito do estrondoso silêncio da mídia, Olavo esclarece: “Quando não se contentam em baixar sobre os adversários a mais pesada cortina de silêncio, dedicam-se a difamá-los pelas costas, inventando a respeito as histórias mais escabrosas, tratando-os como criminosos, colocando-os em ‘listas de inimigos’ e cumprindo à risca a regra de Lênin: não discutir com o contestador, mas destruí-lo politicamente, socialmente e, se possível, fisicamente” (pág. 315 – “O plano e o fato”, Diário do Comércio, 11/03/2013).
Sim, destruir fisicamente. Após sofrer ameaças de morte em 1999, Olavo passou uns tempos em Bucareste, a convite do embaixador brasileiro na Romênia. Depois de ser demitido de vários jornais e revistas, Olavo hoje é praticamente um asilado político nos EUA, onde é correspondente do jornal Diário do Comércio, de São Paulo. Outro que deixou o Brasil foi o evangélico Júlio Severo, devido às ameaças de morte promovidas pelo movimento gay devido a seu livro “O Movimento Homossexual”.

O livro de Olavo é uma compilação de importantes artigos, publicados em jornais e revistas, de 1997 a 2013. Os artigos – melhor dizendo, ensaios e, por que não?, pequenos tratados – estão reunidos em 25 capítulos temáticos, onde os assuntos, correlatos, se mantêm coesos e complementares. Como são textos curtos, você pode saboreá-los aos poucos, como drops, mesmo aleatoriamente.

Passei a admirar Olavo de Carvalho depois de ler uma reportagem de capa da revista República. Depois de acompanhá-lo semanalmente na revista Época, escrevi o texto Olavo “Denisovich” Carvalho. Por isso, é com orgulho que me considero um “olavete”, como alguém já me chamou. Triste eu ficaria se me chamassem de “emirete” (Emir Sader), “marilenete” (Tiazinha Chauí), “bagnete” (Marcos Bagno)...

Por que Olavo de Carvalho é um sujeito esquisito, muito esquisito? Olha só o que ele diz no livro, em “Orgulho do fracasso”, artigo publicado em O Globo, 27/12/2003: “Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ele chega ao término da sua duração histórica” (pág. 65). Onde já se viu um cara falar em religião, sem ser padre ou pastor, nestes tempos do politicamente correto, em que predominam a pregação pagã e os ataques permanentes contra o Cristianismo?

O organizador do livro tem razão: “Olavo de Carvalho é um homem de fé”. Ele não tem vergonha de falar de Deus, de São Paulo Apóstolo, do salmista, dos evangelistas, da Bíblia, do Corão, do Budismo, da espiritualidade. Há quarenta, cinquenta anos, ainda havia escritores brasileiros importantes que evocavam Deus em suas obras, como Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção, Austregésilo de Athayde. Qual é o pensador brasileiro de renome que hoje em dia defende os três domínios que uma nação deve ter, para atingir seu desenvolvimento pleno, ou seja, a língua, a alta cultura e a religião?

Continua Olavo: “A Alemanha foi o foco irradiador da Reforma e em seguida o centro intelectual do mundo – com Kant, Hegel e Schelling – antes mesmo de constituir-se como nação. Os EUA tinham três séculos de religião devota e de valiosa cultura literária e filosófica antes de lançar-se à aventura industrial que os elevou ao cume da prosperidade. Os escandinavos tiveram santos, filósofos e poetas antes do carvão e do aço. O poder islâmico, então, foi de alto a baixo criatura da religião – religião que seria inconcebível se não tivesse encontrado, como legado da tradição poética, a língua poderosa e sutil em que se registraram os versículos do Corão. E não é nada alheio ao destino de espanhóis e portugueses, rapidamente afastados do centro para a periferia da noite para o dia, sem possuir uma força de iniciativa intelectual equiparável ao poder material conquistado” (pág. 66).

Olavo finaliza aquele artigo, resumindo sucintamente o que ocorreu no país do bundalelê, onde a “alta cultura” é eleger a mulher-tomate, rebolar o traseiro sobre uma garrafa, ver novela da TV Globo: “Escolhendo o imediato e o material acima de tudo, o povo brasileiro embotou sua inteligência, estreitou seu horizonte de consciência e condenou-se à ruína perpétua” (pág. 67).

Segue Olavo: “‘Cultura’, no Brasil, significa antes de tudo ‘artes e espetáculos – e as artes e espetáculos, por sua vez, se resumem a três funções: dar um bocado de dinheiro aos que as produzem, divertir o povão e servir de caixa de ressonância para a propaganda política... Foi preciso, no festival de Paraty, uma escritora irlandesa (Edna O’Brien) vir avisar aos brasileiros que Chico Buarque de Holanda não faz parte da literatura” (pág. 72 – “A fonte da eterna ignorância”, DC, 27/07/2009). E haja Jabutis literários para os cágados esquerdistas, jabaculês para a indústria da música, regalos da Lei Rouanet para o cinemaço nacional.

O desastre não podia ser pior: “Considerando-se os nossos cinco séculos de história, a extensão física e o volume populacional deste país, a nulidade da nossa contribuição espiritual chega a ser um fenômeno espantoso, sem paralelo na história do mundo” (pág. 64 – “Espírito e cultura”, 31/12/1999).
Em “Abaixo o povo brasileiro”, Olavo volta à carga: “Quando uma vanguarda revolucionária professa defender os interesses econômicos do povo mas, ao mesmo tempo, despreza a religião, a sua moral e as suas tradições familiares, é claro que não quer fazer o bem a esse povo... decidida a atirá-lo à lata de lixo se ele não concordar em remoldar-se à imagem e semelhança de seus novos mentores e patrões. (...) Jogam ao povo as migalhas do Bolsa Família, mas se, em troca dessa miséria, ele não passa a renegar tudo o que ama e a amar tudo o que odeia, se não consente em tornar-se abortista, gayzista, quotista racial, amante de bandidos, eles o marginalizam” (pág. 257 - DC, 24/08/2009).

Olavo tem 8 filhos, aos quais deu um ensino doméstico (homeschooling) de alto nível, que não obteriam nas escolas tradicionais. Ele afirmou que seu filho mais culto é o que passou menos tempo na escola. Ele próprio é um autodidata, um filósofo self-made, sem diplomas acadêmicos. Verdadeiro mestre da lógica, ele sabe utilizar como ninguém as técnicas da argumentação e da refutação, entremeadas com boa dose de humor e ironia. Cedo Olavo aprendeu que, se queria obter conhecimento profundo das coisas, teria que procurar longe dos cursos oferecidos pelas universidades.

E os palavrões de Olavo, que tanto escandalizam os “stalinistas puritanos” do politicamente correto? “Alguns ouvintes já entenderam que a linguagem paradoxal do meu programa True Outspeak – explicações eruditas entremeadas de palavrões grosseiros – é um esforço barroco, talvez falhado, de sintetizar o insintetizável, de resgatar para a esfera da alta cultura a fala disforme e quase animal do novo Brasil. Muitos nem percebem a diferença entre a linguagem tosca e sua imitação caricatural” (pág. 331 – “O Brasil falante”, DC, 28/02/2011).

Sobre Yoani Sánchez, que disse que “em Cuba nunca houve comunismo, apenas capitalismo de Estado”, Olavo transcreve trecho do Manifesto Comunista para desmascarar a blogueira cubana: “A última etapa da revolução proletária é a constituição do proletariado como classe dominante... O proletariado servir-se-á da sua dominação política para arrancar progressivamente todo o capital da burguesia, para centralizar todos os meios de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado” (pág. 318 – “Debilidades”, DC, 02/06/2013).

Olavo escreve os textos com uma vara de marmelo ao lado. Ele não expõe nenhuma pessoa ao ridículo devido a seus pecados privados, porém não tem medo de apontar nominalmente essa ou aquela celebridade quando os pecados são públicos e altamente criminosos, camuflados atrás de conceitos vaporosos como “sociedade”, “grupo social”, “responsabilidade coletiva” – enfim, a esquerdalhada que só sabe agir em grupo, lambendo os rabos sujos uns dos outros, como as alcateias de cães selvagens e os casais swing. Para Olavo, a responsabilidade deve ser sempre individual, não coletiva, como já havia enunciado em sua obra-prima “O Jardim das Aflições” (Realizações, 2000, pág. 174): “Se quem dá coices são os cavalos e não a cavalidade, do mesmo modo quem age é o homem concreto, não a sociedade”.

E por que o gramscismo se estabeleceu tão amplamente na sociedade brasileira? Olavo não tem meias palavras ao afirmar que a estratégia adotada pelos militares, especialmente a teoria de Golbery do Couto e Silva, “o bruxinho que era bom”, de deixar uma válvula de escape da “panela de pressão” aos esquerdistas, contribuiu decisivamente para que isso ocorresse. Após 1964, “uma ala mergulhou na leitura das idiotices de Regis Débray e Che Guevara, torrando suas energias na ‘revolução impossível’ das guerrilhas. Outra, mais esperta, recuou e apostou na estratégia de longo prazo que propunha ir conquistando o universo inteiro das artes, do ensino, da cultura, do jornalismo – discretamente, como quem não quer nada – antes de arriscar a sorte na luta direta contra o inimigo político. O governo militar, obsediado pelo empenho de reprimir as guerrilhas, não ligou a mínima para esses empreendimentos pacíficos, aparentemente inofensivos. Fez vista grossa e até os apoiou como derivativo e alternativa aceitável à oposição violenta. A ideia gramsciana foi tão bem-sucedida que, já em plena ditadura militar, a esquerda mandava nas redações, marginalizando os direitistas mais salientes – Gustavo Corção, Lenildo Tabosa Pessoa – até excluí-los totalmente das colunas de jornais” (pág. 326-7 – “Da fantasia deprimente à realidade terrível”, DC, 11/09/2006).

Olavo é como o profeta que sobe à montanha para encontrar o silêncio e meditar sobre si mesmo, antes de discorrer sobre importantes questões do mundo atual, especialmente as do Brasil, ao mesmo tempo em que o povaréu, lá embaixo, se esfalfa na esbórnia, em adoração ao bezerro de ouro. “O reconhecimento interior não é só um exercício de memória, mas um esforço sério para ampliar a imaginação de modo que possa abarcar mesmo as possibilidades mais extremas e inusitadas. Você não pode fazer isso se não se dispõe a descobrir na sua alma monstros, heróis e santos que jamais suspeitaria encontrar lá” (pág. 401 – “Como ler a Bíblia” – JB, 17/01/2008).

E, como profeta, tem suas premonições: “Os editoriais escritos pelos srs. Roberto Marinho e Júlio de Mesquita Filho jamais poderiam ser publicados, hoje, nos próprios jornais que esses homens fundaram, onde o máximo que se permite, num espacinho minoritário, é um pouco de liberalismo chocho e inofensivo, quando não a pura crítica de esquerda a algum desmando ou patifaria mais vistosa do governo petista” (pág. 316 – “O plano e o fato”, DC, 11/03/2013). Isso Olavo escreveu em março, e, no dia 2 de setembro, cumpriu-se a profecia: a Rede Esgoto de Televisão, no Jornal Nacional, por meio de William Bonner, veio a público renegar o editorial do patriarca de O Globo, escrito em 1984, em que tecia elogios aos 20 anos de governo militar. Hoje, para ser jornalista de O Globo, o sujeito deve obrigatoriamente ser militante esquerdista.

“Olavo de Carvalho não é para frouxos” – afirma o organizador do livro na apresentação da obra. E como o Brasil poderia sair do marasmo em que se encontra? Olavo dá uma pista, o esquisito Olavo, mais uma vez discorrendo sobre espiritualidade: “Lutar para que a cultura brasileira se ligue às fontes centrais e permanentes do conhecimento espiritual, para que a experiência da visão espiritual ingresse no nosso horizonte de aspirações humanas e, uma vez obtida, faça explodir, com a força das intuições originárias, todo um mundo de formas imitativas e periféricas, gerando uma nova vida” (pág. 64 – “Espírito e Cultura”, 31/12/1999).

Na obra, não podia faltar uma abordagem sobre a “língua de pau” do politicamente correto, que tem a finalidade de distorcer e congelar certas expressões linguísticas, de modo que tenham apenas o significado da ideologia socialista. (Para Olavo, “ideologia é a prostituição da inteligência” – pág. 448 – “Conversa sobre estilo” – 28/04/2000.) “O termo ‘fascismo’, que cientificamente compreendido se aplica com bastante propriedade a muitos governos esquerdistas do terceiro mundo, é usado pela esquerda como rótulo infamante para denegrir ideias tão estranhas ao fascismo como a liberdade de mercado, o antiabortismo ou o ódio popular ao mensalão” (pág. 434 – “A palavra-gatilho”, DC, 08/06/2012).

No livro, Olavo lembra também a “espiral do silêncio”, que acovardou os líderes da Igreja Católica nos dois últimos séculos: “Trata-se de extinguir, na alma do inimigo, não só uma disposição guerreira, mas até sua vontade de argumentar em defesa própria, seu mero impulso de dizer umas tímidas palavrinhas contra o agressor... Calar-se ante o atacante desonesto é uma atitude tão suicida quanto tentar rebater suas acusações em termos ‘elevados’, conferindo-lhe uma dignidade que não tem. As duas coisas jogam você direto na voragem da ‘espiral do silêncio’. A Igreja do século XVIII cometeu esses dois erros como a Igreja de hoje os está cometendo de novo” (pág. 416-18 – “Maquiadores do crime – DC, 20/09/2010).

Enfim, isso e muitíssimo mais é exposto no livro do Olavo, que é um convite para que todos nós nos modifiquemos primeiro por dentro para depois tentar modificar o que está em volta. E aí, já comprou o livro ou vai continuar pensando e falando como um idiota?

Leia o último livro de Olavo de Carvalho
“O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”


Leia os textos de Félix Maier acessando:

Mídia Sem Máscara - http://www.midiasemmascara.org/  

Piracema - Nadando contra a corrente (textos mais antigos) - http://felixmaier.blogspot.com/

Piracema II - Nadando contra a corrente (textos mais recentes) – http://felixmaier1950.blogspot.com/
  
Leia as últimas postagens de Félix Maier em Usina de Letras clicando em
 
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=FSFVIGHM

Para conhecer a história do terrorismo  no Brasil, acesse 

http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com.br/

Allende e Pinochet: o mito e a realidade

pinochetallendeO dia 11 de setembro de cada ano é sempre lembrado pelas esquerdas do mundo inteiro como o dia do “martírio” de Salvador Allende. (O 11 de setembro de 2001 será também lembrado pela mesma esquerda como o ataque bem sucedido contra o coração financeiro do capitalismo americano, com a derrubada das duas torres gêmeas do World Trade Center.) Em seu maniqueísmo vesgo e primário, o 11 de setembro é lembrado como o dia em que o “bem” foi vencido pelo “mal”. No caso, o “mal” sendo encarnado pelas Forças Armadas do Chile, com Augusto Pinochet à frente. Esse o motivo de Pinochet estar sendo demonizado até hoje pelos comunistas e socialistas do Chile, e pelo juiz Baltasar Garzón, ex-deputado socialista espanhol, o qual começou a caçada a Pinochet em Londres. Devido a essa perseguição, Pinochet respondeu, até sua morte, em 2006, a mais de duas centenas de processos no Chile e em outros países, enquanto muitos líderes assassinos da esquerda mundial andam leves e fagueiros pelo mundo sem que nada lhes aconteça – a começar por Fidel Castro –, já que têm garantido as bênçãos e a defesa do juiz Garzón e de toda a corja que o segue nessa campanha revanchista.

As esquerdas até hoje não aceitam a derrubada de um mito que haviam criado para si: nenhum país socialista jamais foi derrubado por forças “reacionárias”. No Chile, esse mito ruiu no dia 11 de setembro de 1973, quando o governo socialista de Allende foi para o beleléu.

Mas, afinal, que governo foi esse implementado no Chile por Salvador Allende? A leitura de alguns livros básicos, como o Libro Blanco e Chile: Objetivo del Terrorismo, nos ajudam a elucidar o que foram os anos do governo Allende, de 1970 a 1973, ou seja, a preparação do Chile para um governo comunista. E os “anos da matraca” que se seguiram após o contragolpe de Pinochet. Os fatos e os números apresentados abaixo são contundentes, desmascarando totalmente a mitologia difundida pelas esquerdas, que sempre posaram de vítimas “frágeis” frente à propalada “ferocidade” de Pinochet. Felizmente, para a população chilena, o sonho do Kerensky dos Andes foi abortado pela reação firme das Forças Armadas, com total apoio de sua população. O mais é mitologia latino-americana que a esquerda  escreve nos jornais e ensina nas escolas.
GAP
Os Grupos de Amigos Personales (GAP) eram a guarda pretoriana de Salvador Allende. Antes de Allende, os Carabineiros faziam a segurança da guarda do Presidente. Contra todas as leis do país, os GAP passaram a constituir uma Força Armada, incluindo agentes e espiões cubanos, que seria a base do “Exército Popular” que os marxistas estavam formando com as brigadas “Ramona Parra” (do PC), “Elmo Catalán” (do PS) e o “MCR” (do MIR). “Entre os seguranças que protegiam as residências de Allende, havia cubanos, argentinos radicais membros dos montoneros e uruguaios do grupo tupamaro, todos terroristas. Os treinamentos do GAP ocorriam nas propriedades do presidente com instrutores cubanos” (NARLOCH, 2011: 267). Sem formação profissional, sem disciplina e sem responsabilidade, os GAP tinham impunidade para assaltar, tomar reféns e assassinar - inclusive próprios companheiros. A organização do “Exército Popular” acelerou-se com a formação dos “Cordões industriais”, organização paramilitar composta por operários e camponeses marxistas das indústrias estatizadas.
MIR
O Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR) foi criado em 1965, com a meta de alcançar o poder político via luta armada. Participou do governo Allende, para implantação do comunismo. O sociólogo brasileiro Emir Simão Sader foi “militante” do MIR. Em 1989, o MIR participou do sequestro do empresário brasileiro Abílio Diniz, junto com a FPL de El Salvador. Os terroristas foram presos e receberam visita de solidariedade de notórios petistas, com as bênçãos de D. Paulo Evaristo Arns. Na República Federativa dos Bandidos, eles não poderiam ficar muito tempo presos e foram soltos alguns anos depois.
Frente Manuel Rodrigues
O Grupo terrorista Frente Manuel Rodrigues era chamado de hijo natural del Partido Comunista. O mesmo que Frente Patriótica Manuel Rodriguez. Braço armado do Partido Comunista do Chile, a FMR iniciou as atividades terroristas em 14/12/1983, com explosões em vários pontos de Santiago e interferências radiofônicas. O nome advém do herói da independência do país contra a Espanha. Desde 1987, a FMR dividiu-se nas seguintes facções: Frente Manuel Rodriguez - Autónomo, Movimiento Manuel Rodriguez, Ejército de Liberación Nacional e Destacamento Raul Pellegrin.
A FMR utilizava empresas de fachada, como pesqueiros (Chompalhue, Astrid Sue) e viveiros flutuantes de pescado para contrabandear armas, explosivos e munições para o Chile, ao custo de 25 milhões de dólares, repassados por Cuba e Nicarágua ao PC chileno e FMR, dinheiro esse oriundo de países que fomentavam o terror, como URSS, Alemanha Oriental, Bulgária e Líbia.
Os arsenais de guerra encontrados em agosto de 1986 em poder da FMR foram os maiores já vistos na América Latina. Locais dos arsenais: Carrizal (o maior de todos), Palo Negro, mina abandonada de Cerro Blanco, Paine, Pintana (Santiago) e periferia de Santiago (Calle Tucapel no. 1635). Entre 6 e 21 de agosto, foram encontrados: 3.118 Fz NA M-16, 114 Lç foguete antiblindagem soviéticos RPG-7, 102 Fz de assalto belgas FAL, 6 Mtr NA M-60, 167 foguetes antiblindagem NA LAW, 5 Fz Lç Gr M-79, 1 escopeta de repetição cal 12, 1.959.512 car para Fz M-16, 4.205 car para FAL, 2.700 car para Mtr M-60, 965 car para Fz AKA, 1.979 granadas de mão soviéticas, 1.859 bombas para Mrt M-79, 2.204 kg de TNT em cubos, 796 kg de explosivos plástico T-4, 100 rolos de estopim, 4.700 detonadores, 10.140 “tirafrictores” para cargas explosivas, 1.514 carregadores sobressalentes para Fz M-16, 521 carregadores sobressalentes para FAL, 716 cargas de projeção para RPG-7 e 54 cargas de projeção para Mrt 81 mm - além de barcos, veículos, botes de borracha, equipamentos de comunicações e material de campanha (Cfr. LONFAT, 1988: 55).
No dia 7/9/1986, a FMR promoveu atentado contra o presidente Augusto Pinochet, que escapou ileso. Na ocasião, morreram 5 militares, e 7 militares e 1 detetive ficaram feridos - todos da comitiva presidencial. Em 1993, promoveu dois atentados à bomba a lojas da McDonald’s e uma tentativa de ataque a bomba a uma lanchonete Kentucky.
A FPMR fez, no Brasil, pelo menos 3 assembleias anuais clandestinas, que ocorreram em algum dos três Estados do Sul, em 1990, 1992 e 1994.
O chileno Maurício Hernández Norambuena comandou o sequestro do publicitário brasileiro Washington Olivetto, ocorrido no dia 11/12/2001, e foi preso com mais 5 comparsas em São Paulo. Norambuena foi um dos dirigentes da FPMR, é acusado de ter sido um dos atiradores no atentado ao general Pinochet e de ter planejado o assassinato de vários agentes chilenos, como Roberto Fuentes Morrison. Atualmente, Norambuena é um dos chefes da Frente Patriótica/Dissidentes (FPMR/D). Condenado no Chile à prisão perpétua, pelo sequestro e assassinato do Senador Jaime Guzmán, Norambuena fugiu de um helicóptero do presídio de segurança máxima de Santiago, o CAS (Cárcel de Alta Seguridad). A operação foi batizada no Chile como a “fuga do século”. Outros três “frentistas” fugiram na operação: Ricardo Palma Salamanca, Patrício Ortiz Montenegro e Pablo Muñoz Hoffmann. Entre os 10 foragidos do Caso Abílio Diniz (sequestro, realizado por integrantes do MIR em 1989), havia membros da FPMR.
A FPMR também é acusada de ser responsável pelos sequestros do banqueiro Beltran Martinez, do Bradesco, em 1986, e do publicitário Luiz Sales, em 31/7/1989, sequestrado durante 65 dias e libertado após o pagamento de US$ 2,5 milhões. No dia 8/12/1992, foi sequestrado o publicitário Geraldo Alonso Filho, solto após 36 dias e o pagamento de US$ 3 milhões. A FPMR edita a revista trimestral El Rodriguista e tem um site, www.fpmr.org.
Libro Blanco
O Libro Blanco del Cambio de Gobierno en Chile, de 11 de setembro de 1973, foi impresso e editado por Editorial Lord Cochrane, S.A., Santiago, Chile. O livro documenta toda a prática revolucionária ocorrida no Chile, sob o governo de Salvador Allende (1970-1973), que preparava um autogolpe para implantar o socialismo no país, já que havia conquistado apenas 36,5% dos votos e não detinha controle sobre o Congresso, a Justiça e as Forças Armadas;
documenta a estreita ligação de Allende com o regime de Fidel Castro, as escolas de guerrilhas no país (há uma foto em que Allende faz treinamento de tiro com uma metralhadora .30 em sua residência oficial de El Cañaveral - um centro de guerrilha -, escudado por um “conselheiro” ou guerrilheiro cubano);
documenta a política de “expropriação” de fazendas e indústrias (no final do governo Allende, 80% da economia do país estava nas mãos do Estado);
documenta a ligação de Allende com a UP, o MIR, o MAPU, o Partido Comunista e o Partido Socialista, libertando, logo que assumiu a Presidência, líderes do MIR: Luciano Cruz, Miguel e Edgardo Enriquez, Bautista Van Schouwen, Humberto Sotomayor, Sergio Zorrilla, Joel Marambio e Andrés Pascal Allende (sobrinho do ex-presidente Allende, filho de sua irmã e ex-Deputada socialista, Laura Allende), que haviam sido presos por atos de violência e delitos comuns (principalmente roubos a bancos), cometidos no governo anterior;
documenta que os responsáveis pelas escolas de guerrilhas de Guayacán (Santiago) e Chaihuín (Valdivia), presos no governo anterior, foram soltos, e que um dos guerrilheiros, Adrián Vasquez, ocupou de imediato a vice-presidência do INDAP (Instituto de Desarrollo Agropecuario) e outro, Rolando Calderón, chegou a ser Ministro da Agricultura de Allende em 1972 e ocupou importantes cargos em seu Partido e na CUT (Central Única de Trabajadores);
documenta que uma das filhas de um sobrinho de Allende, líder do MIR, casou-se com graduado membro da embaixada cubana, Luís de Ona, que era responsável pelo Escritório de Havana para a coordenação da expedição de Che Guevara à Bolívia;
documenta que no período de 1/11/1970 a 5/4/1972, 1.767 fazendas foram “expropriadas” por bandos armados do MIR;
documenta que as principais minas de cobre foram controladas pelo Partido Comunista (Mina de Chuquicamata, na Província de Antofagasta - maior mina de cobre a céu aberto do mundo; e a Mina El Teniente, na Província de O’Higgins - a maior mina de cobre subterrânea do mundo);
documenta que após o contragolpe de Pinochet foram encontradas vultosas somas de dinheiro com ministros de Allende, e que entre 1970 e 1973 o Chile se tornou o principal fornecedor de cocaína da América do Sul;
documenta que antes do contragolpe de 1973 aproximadamente 100 pessoas perderam a vida durante o governo Allende em seu nada pacífico “caminho chileno para o socialismo”;
documenta que no início do Governo Allende 1 dólar equivalia a 20 escudos e que em agosto de 1973, 1 dólar equivalia a 2.500 escudos - uma inflação de mais ou menos 12.000% no período; em 1972, a economia chilena estava em ruínas, dos 3.000 produtos domésticos básicos, mais de 2.500 não estavam disponíveis; em janeiro de 1973 começou um racionamento, as filas eram tão grandes que impediam o povo a ir ao trabalho; em 7/9/1973 (4 dias antes do contragolpe militar), Allende anunciou publicamente que havia farinha para pão somente para mais 3 dias;
documenta o ingresso de estrangeiros extremistas no país, calculado entre 10.000 e 15.000, muitos dos quais ocuparam cargos em empresas estatais, outros engajaram-se em diversos tipos de atividades revolucionárias, sob a proteção do serviço de investigação estatal; muitos destes foram mortos em ações de roubos ou se mataram com seus próprios explosivos; entre estes, havia asilados ou refugiados vindos do Brasil, Uruguai, Argentina, Peru, São Domingos, Nicarágua, Honduras etc.; “estudantes” ou “técnicos” vindos de empresas estatizadas da URSS, Tchecoslováquia, Alemanha Oriental; e “diplomatas” cubanos e norte-coreanos;
documenta o contrabando de armamento, adquirido em “viagens internacionais” do presidente Allende, principalmente com a ajuda da empresa aérea estatal Lan, sem fiscalização da aduana no retorno ao país;
documenta os comandos comunales, agrupamento territorial de organismos revolucionários, e os cordones industriales, redes de trabalhadores de indústrias usurpadas ou estatizadas por Allende, também com base territorial para a violência política;
documenta que em agosto de 1973, 1 mês antes do contragolpe de Pinochet, Fidel Castro mandou ao Chile dois de seus maiores “especialistas” em organização de violência política: o 1º ministro-substituto, Carlos Rafael Rodriguez, e o chefe da temida polícia secreta, Manuel Piñero, o “Barbarroxa”, com a seguinte carta (tradução do capitão José Acácio Santos da Rocha, ex-auxiliar do adido do Exército Brasileiro no Chile):
Havana, 29 de julho de 1973
Querido Salvador
Com o pretexto de discutir contigo questões referentes à reunião de países não-alinhados, Carlos e Piñero realizam uma viagem para aí. O objetivo real é informar-se contigo sobre a situação e oferecer-te, como sempre, nossa disposição de cooperar frente às dificuldades e perigos que obstaculizam e ameaçam o processo. A estada deles será muito breve, porquanto têm aqui muitas obrigações pendentes e, não sem sacrificar seus trabalhos, decidimos que fizessem a viagem.
Vejo que estão, agora, na delicada questão do diálogo com a D. C. [Democracia Cristã] em meio aos graves acontecimentos, como o brutal assassinato de seu ajudante-de-ordens naval e a nova greve dos donos de caminhões. Imagino a grande tensão existente devido a isso e teus desejos de ganhar tempo, melhorar a correlação de forças para o caso de que comece a luta e, se possível, achar um caminho que permita seguir adiante o processo revolucionário sem guerra civil, junto com salvar tua responsabilidade histórica por aquilo que possa ocorrer.
Estes são propósitos louváveis.
Mas, no caso da oposição, cujas reais intenções não estamos em condições de avaliar daqui, empenhar-se em uma política pérfida e irresponsável exigindo um preço impossível de pagar pela Unidade Popular e a Revolução, o qual é, inclusive, bastante provável, não esqueças, por um segundo, da formidável força da classe trabalhadora chilena e do forte respaldo que te ofereceram em todos os momentos difíceis; ela pode, a teu chamado, ante a Revolução em perigo, paralisar os golpistas, manter a adesão dos vacilantes, impor suas condições e decidir de uma vez, se for preciso, o destino do Chile. O inimigo deve saber de que dispões do necessário para entrar em ação. Sua força e sua combatividade podem inclinar a balança na Capital a teu favor, inclusive, quando outras circunstâncias sejam desfavoráveis.
Tua decisão de defender o processo com firmeza e com honra, mesmo com o preço da própria vida, que todos te sabem capaz de cumprir, arrastarão a teu lado todas as forças capazes de combater e todos os homens e mulheres dignos do Chile. Teu valor, tua serenidade e tua audácia nesta hora histórica de tua pátria e, sobretudo, teu comando firme, decidido e heroicamente exercido, constituem a chave da situação.
Faz Carlos e Manuel saberem em que podem cooperar teus leais amigos cubanos.
Te reitero o carinho e a ilimitada confiança de nosso povo.
Fraternalmente,
Fidel Castro
O Libro Blanco documenta o “Plano Z” para a tomada do poder, onde constavam três hipóteses de ação revolucionária (Z-A: início do autogolpe para impor a ditadura do proletariado; Z-B: morte de Allende em atentado; e Z-C: invasão externa com tolerância ou cumplicidade das Forças Armadas); o emprego de forças populares, princípios básicos para desencadear o plano: assassinato do Alto Comando das unidades das Forças Armadas (no dia da Independência do país, haveria um banquete oferecido ao Alto Comando, ocasião em que os chefes militares seriam assassinados pelo GAP - a guarda pretoriana de Allende), controle das unidades militares com auxílio de oficiais esquerdistas infiltrados, controle das estações de telecomunicações, de rodovias, ferrovias e aeronaves com destino aos aeroportos de Santiago, Valparaíso, Concepción e Antofagasta, ocupação e defesa de centros estratégicos, além da busca, prisão e aniquilamento de todos os focos de resistência;
documenta que Cuba foi o principal fornecedor de armamento a Allende, que o “presente” de Fidel Castro encontrado no apartamento do Diretor do Serviço de Investigação, Eduardo “Coco” Paredes, superava uma tonelada de armamento sofisticado e munição; além do contrabando, o arsenal era aumentado com roubo de armamento do Exército e outras fontes, e guardados em local oficial “seguro”, como as residências oficiais do Presidente ou distribuídas a grupos paramilitares;
documenta a enorme quantidade de armamento apreendida na residência oficial de El Cañaveral e no Palácio de La Moneda, a saber: 147 fuzis semi-automáticos, 10 carabinas semi-automáticas, 10 carabinas Mauser, 1 carabina Winchester, 54 pistolas automáticas, 13 rifles, 28 pistolas semi-automáticas, 11 revólveres, 2 pistolas para disparo de bombas de gás lacrimogêneo, 3 metralhadoras, 9 lançadores de foguetes (modelo soviético), 2 canhões sem recuo, 1 morteiro, 58 baionetas para fuzis, 58 granadas de mão, 625 bombas caseiras, 832 bombas com alto poder explosivo, 68 lança-granadas, 236 minas antitanque, 432 bombas de gás lacrimogêneo, 12 lança-gás paralisante (tipo spray), 25.000 detonadores elétricos, 1.500 detonadores a mecha, 22.000 metros de estopim, 3.600 m de cordão detonante, 625 kg de cloreto de potássio, 50 caixas de dinamite, 250 kg de TNT, 750 coquetéis molotov, 230 litros de éter sulfúrico (elemento incendiário), mais de 80.000 carregadores de todos os tipos, e outros tipos de equipamentos.
Rendido no palácio de La Moneda, Allende concordou em sair com as filhas, porém elas saíram primeiro, ocasião em que Allende teria se suicidado com um tiro debaixo do queixo com uma metralhadora presenteada por seu amigo Fidel Castro; tal fato teria sido presenciado por seu médico particular, Patricio Guijon Klein.
Sem o apoio da massa de trabalhadores, paramilitares estrangeiros extremistas organizaram sua própria revolta contra o novo governo militar; depois de alguns meses, 1.261 pessoas perderam a vida (sendo 82 membros das Forças Armadas). Apesar do apoio cubano - confirmado por Fidel Castro mais tarde em um comício-show -, a esquerda foi severamente derrotada, já que não teve apoio popular.
Dado que 2.279 pessoas (incluindo 254 vítimas do terrorismo de esquerda) devam ter sido mortas em todo o período de 17 anos de regime militar, a metade dessas mortes ocorreram na curta guerra civil após a queda de Allende, não na subsequente “repressão”. Leia o texto de Robin Harris, A Tale of two Chileans: Pinochet and Allende (http://blogs.middlebury.edu/modernlatinamericaspring2012/files/2010/02/harris.pdf ), que discorre sobre o conteúdo do Libro Blanco.
Em 2011, o corpo de Allende foi exumado e não se chegou a uma conclusão, se teria se suicidado ou se foi executado. O espião cubano Juan Vivés, pseudônimo de Andrés Alfaya, no livro El Magnífico - 20 ans au service secret de Castro, afirma que Allende foi morto por guarda-costas cubanos, por ordem de Fidel Castro, por julgá-lo fraco e querer se refugiar na embaixada da Suécia - cfr. http://www.jornalopcao.com.br/colunas/contraponto/livro-de-espiao-cubano-mostra-padres-da-teologia-da-libertacao-a-servico-de-fidel-castro. Com esse embuste, Fidel conseguiu criar mais um mito esquerdista, um “mártir” da causa comunista.

Notas:
NARLOCH, Leandro; TEIXEIRA, Duda. Guia politicamente incorreto da América Latina. Leya, São Paulo, 2011.
LONFAT, Pedro Varas. Chile: Objetivo del Terrorismo. TT. GG. Instituto Geográfico Militar, Chile, 1988.

No Brasil, o passado é cada vez mais incerto

É vergonhoso a Globo, hoje, tentar modificar a História, repudiando o Movimento militar de 1964, que foi exigido por toda a sociedade, como se pode comprovar lendo os noticiários da época, quando a quase totalidade dos jornais inicialmente exigiram e depois apoiaram a derrubada de João Goulart.

Eu achava que apenas o futuro era incerto, e que o passado – pelo menos o passado mais recente – fosse um fato consumado, sem muitas incertezas, dado o grande número de provas irrefutáveis que facilmente podem ser conferidas mediante a simples consulta de jornais antigos. Eu tinha certeza de que os fatos históricos recentes que eu tomei conhecimento em meu País seriam de domínio geral, não só meus e de uns poucos. Puro engano.

Cada dia que passa, o passado recente do Brasil vai-se modificando por conta de um revisionismo esquerdista inconsequente, que tenta explicar nossa História unicamente sob a ótica marxista. Pode-se ter dúvidas quanto a um passado remoto, como a Idade Média, ou muito distante, como o Big Bang, que é ainda apenas uma especulação científica. Mas, fatos que ocorreram há poucas décadas, como os dos governos militares pós-1964, deveriam ser contados como realmente ocorreram, sem maniqueísmos pueris, de modo a haver apenas o compromisso com a verdade. 
Antonio Giusti Tavares afirma em seu livro 'Totalitarismo Tardio - o caso do PT':

“Juízos de valor acerca de condutas do passado devem ser feitos não a partir de parâmetros éticos do presente, mas da contextualização da conduta na sua própria época, e nela, por comparação com condutas diferentes. Os historiadores e os cientistas sociais devem cumprir pelo menos dois requisitos básicos da epistemologia e da ética das ciências humanas: 1) evitar tanto quanto possível qualquer restrição ou seleção dos fatos brutos e 2) ao apresentá-los, distinguir sempre, tanto quanto possível, entre fatos e interpretações” (pg. 194)
. (1) 

Como exemplos de revisionismo, temos: 
- revisionismo soviético (em que antigos heróis, caídos em desgraça, eram riscados de enciclopédias, ou que tinham suas imagens “apagadas” em fotos oficiais);
- revisionismo do Holocausto (em que escritores colocam em dúvida o número de vítimas do Holocausto judeu promovido pelos nazistas - a exemplo de S. E. Castan em seu livro Holocausto Judeu ou Alemão?, pelo qual foi condenado pelo STF);
- revisionismo atual da esquerda brasileira: a história recente do Brasil, especialmente o Movimento militar de 1964, é descrita sob a ótica da dialética comunista, em que não há nenhum estudo sério sobre o assunto, apenas panfletagem e proselitismo socialista. 
Outro tipo de revisionismo - na verdade, propaganda da desinformação e da difamação - liga o Papa Pio XII aos nazistas. Por exemplo, o livro de John Cornwell, “O Papa de Hitler”: “A capa do livro de John Cornwell mostra o arcebispo Pacelli saindo de um edifício do governo alemão, escoltado por dois soldados. Essa visita oficial do então Núncio Apostólico na Alemanha, teve lugar em 1929, quatro anos antes que Hitler chegasse ao poder (em 30/1/1933). Como Pacelli saiu da Alemanha em 1929 e nunca mais voltou, é enganoso e tendencioso o uso dessa fotografia” (Texto do jesuíta Peter Gumpel, historiador convidado pelo Vaticano para coordenar o processo de beatificação do Papa Pio XII, in Pio XII, Hitler e os judeus, publicado em PODER - Revista Brasileira de Questões Estratégicas, Ano I, nº 05, pg. 58, Brasília, Maio/Junho 2000). 
No último livro de Leandro Narloch (2), lê-se que

o Saladino que os muçulmanos elevariam a um status quase messiânico no século 20 tinha uma semelhança muito maior com o imaginário popular europeu do século 19 do que com qualquer personagem histórico’, diz o historiador Abdul Rahman Azzam. Eis um ótimo exemplo de como, dependendo do ânimo e dos ressentimentos de uma época, o passado muda, ganha personagens, enredos e novas razões para as pessoas se sentirem magoadas com a história” (pg. 54). 

O objetivo do revisionismo da esquerda brasileira é um só: solapar os fundamentos morais do país, alicerçados na herança judaico-cristã, e a rica história das Forças Armadas, que livraram o Brasil do jugo comunista (ou de uma guerra civil), ao mesmo tempo em que tenta enaltecer terroristas, como a presidente Dilma Rousseff, que integrou a sangrenta VAR-Palmares. Assim, não causa estranheza que o Dia da Pátria seja substituído pelo “dia dos excluídos” e pelo vandalismo dos Black Blocs, que Lamarca seja apresentado como herói e o Duque de Caxias seja revisto como genocida dos paraguaios. 
Professores marxistas infiltrados nas escolas brasileiras afirmam que o Brasil e a Argentina estiveram a serviço do imperialismo inglês, invadindo o Paraguai e esmagando o país mais “progressista” da América do Sul. Uma estrondosa mentira, pois o Brasil havia rompido relações diplomáticas com a Grã-Bretanha devido à Questão Christie. O livro Nova História Crítica, para a 7ª. série, de Mário Schmidt, afirma que os ingleses foram contra a escravidão, não por questões humanitárias, mas por interesses econômicos. Na verdade, “o movimento abolicionista inglês teve uma origem muito mais ideológica que econômica. Organizado em 1787 por 22 religiosos ingleses, foi um dos primeiros movimentos populares bem-sucedidos da história moderna, um molde para as lutas sociais do século 19” (NARLOCH, 2009: 104). (3) Segundo Schmidt, “a princesa Isabel é uma mulher feia como a peste e estúpida como uma leguminosa” (idem, pg. 104). Para o linguista de pau, bonito talvez seja Zumbi dos Palmares, que tinha uma penca de escravos. 
O historiador Francisco Fernando Monteoliva Doratioto, em seu livro O Conflito com o Paraguai - A guerra do Brasil, contesta tais revisionistas e afirma que “a formação dos Estados nacionais da região foi a causa do sangrento conflito”(Jornal de Brasília, 12/7/1999). Os cambás (pretos, em guarani) foram decisivos para a vitória brasileira: “Muitas vezes as deserções eram tantas que batalhões inteiros dissolviam-se quando em marcha para o front. Na verdade, como temos notícia em cartas de Osório a Caxias, muitos brancos rio-grandenses também desertavam. Porém, negros da Corte ou de todo o vasto Império lutavam bravamente e eram raríssimos os casos de deserção. O bom, forte e sacrificado sangue africano foi decisivo e insubstituível nas conquistas da guerra e, portanto, para o seu desfecho, com a vitória triunfal do Império”(PERNIDJI, 2010: 55-6). (4) 
Vale lembrar que Caxias levou uma novidade ao campo de batalha: o balão aerostático, para reconhecimento do número de canhões do inimigo. Para tanto, trouxe o polonês-americano Chodasiewicz, perito no assunto. “Dizem que os paraguaios, quando viram o balão subir, caíram de joelhos e rezaram à Virgem e a Tupã, dizendo que o marquês tinha parte com o demônio e que, com os negros, levaria todos os homens para trabalhar nos saladeiros no Rio Grande, enquanto as mulheres, como escravas, iriam para a luxúria dos soldados, todos dentro do balão” (PERNIDJI, 2010: 94-5). 
Enfoques revisionistas marxistas têm o mesmo valor histórico de “O Quinto dos Infernos”, minissérie da TV Globo que trata com desrespeito a História de D. João VI e D. Pedro I, com baixaria de toda ordem. Ou da novela chapa-branca do SBT,Amor e Revolução, apresentada em 2012, que serviu para achincalhar o Exército Brasileiro - uma cortesia de Sílvio Santos ao governo do PT, pela ajuda financeira ao imbroglio PanAmericano. Nesse mesmo ano, o SBT promoveu a votação deO maior brasileiro de todos os tempos. Para tristeza de muitos, Lula ficou pelo caminho, sendo vencedor o espírita Chico Xavier. 
O mesmo maniqueísmo é visto na atual Comissão Nacional da Verdade - o Pravda tupiniquim - que tenta reescrever a recente história do Brasil dentro da ótica dos antigos terroristas de esquerda. Além de assassinar a História, de modo que prevaleça a versão da esquerda, o objetivo do governo revanchista de Dilma Rousseff é desviar a atenção de problemas complexos, que são jogados nos porões do esquecimento. Por exemplo, a Secretaria de Direitos Humanos, fazendo eco ao embuste esquerdista, lamenta os cerca de 400 “desaparecidos políticos” do governo militar, porém Maria “La Pecosa” do Rosário (5) não mostra nenhuma emoção, nem revolta, pelos cerca de 50.000 brasileiros que desaparecem todos os anos no Brasil, como noticiou o Jornal Nacional do dia 24/5/2012. Só no pequeno Distrito Federal, mais de 3 pessoas desaparecem todos os dias. Em 10 anos de governo do PT, houve um verdadeiro holocausto brasileiro, desconhecido pela grande mídia. Não me refiro ao livro de Daniela Arbex, mas aos cerca de 1.200.000 brasileiros violentamente mortos nos últimos 10 anos – anualmente, morrem cerca de 60.000 brasileiros em acidentes rodoviários e outro tanto são assassinados
Recentemente, as Organizações Globo criaram um site, para apresentar a memória do conglomerado empresarial. No dia 2 de setembro de 2013, requentando um texto publicado pelo jornal O Globo, o apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, lamentou que O Globo tenha publicado em 1984 um editorial, em que Roberto Marinho fazia um balanço positivo do governo dos militares. Bonner disse que o “apoio ao golpe de 1964 foi um erro” - na verdade, houve um contragolpe, pois desde 1961 os comunistas brasileiros planejavam tomar o poder, com a participação de cubanos, e em janeiro de 1964 o traidor Luiz Carlos Prestes foi prestar contas a seus chefes, no Komintern, em Moscou, dizendo que “os comunistas já estão no governo, só falta tomar o poder”. 
É vergonhoso a Globo, hoje, tentar modificar a História, repudiando o Movimento militar de 1964, que foi exigido por toda a sociedade, como se pode comprovar lendo os noticiários da época, quando a quase totalidade dos jornais inicialmente exigiram e depois apoiaram a derrubada de João Goulart. O mesmo pode ser conferido na edição extra da revista O Cruzeiro
O capitão do Exército José G. Pimentel, em seu site, afirma o seguinte:

“Em 1 de abril de 1964 o jornal O Globo não circulou, uma vez que fuzileiros navais, comandados pelo Almirante Aragão, a soldo de Jango, ocuparam as instalações do jornal. No dia seguinte, libertos, publicaram o editorial intitulado Ressurge a Democracia. Amanhã, caso os black blocs e os movimentos sociais, sabe-se lá a soldo de quem, impedirem a circulação do jornal, a quem a direção de O Globo irá recorrer?”

Na verdade, tenho certeza de que O Globo não chegará a essa situação difícil, pois os novos donos já fizeram sua opção preferencial pelo apoio à esquerda bolivariana de Lula-Dilma junto com seus parceiros ideológicos Maduro-Correa-Cristina-Evo-Ortega - com a supervisão dos manos Castro, de Cuba. Desde que a verba bilionária proveniente da publicidade governamentalcontinue a cair no cofrinho das Organizações Globo, os descendentes de Roberto Marinho não terão nenhuma vergonha de transformar seu jornal num Granma brasileiro. 

Em seu novo Editorial, o “esquadrão de reescritores” orwelliano que hoje comandam o principal conglomerado brasileiro de comunicação, “magoados com a história”, finalizam dizendo pomposamente que “a democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma”. Se os atuais revisionistas das Oganizações Globo têm tanto apreço pela democracia, por que não se posicionam firmemente contra a entrada de milhares de espiões cubanos, fantasiados com jalecos brancos, os quais, de acordo com o objetivo final do Foro de São Paulo, têm como missão primordial ajudar o governo petista e aliados a dinamitar a democracia e instalar um regime comunista no Brasil, como o que já existe na Venezuela? Por que não denunciam a remessa de cerca de R$ 1,3 bilhão à ditadura cubana, que será feita em 3 anos, à custa do trabalho escravo dos “médicos” cubanos? 
Será que algum dia os “reescritores” globais irão também fazer um mea culpa a respeito da farsesca edição que a TV Globo fez do debate ocorrido entre Lula e Collor, na campanha presidencial de 1989, em proveito deste último? Com certeza, os revisionistas globais também repudiam o antigo programa Amaral Neto, o Repórter, que apresentava as pujantes obras do governo militar, ao mesmo tempo que devem aplaudir o de Caco Barcelos, que obteve a façanha de criar uma mentira premiada, que foi desmascarada pelo coronel do Exército José Luis Sávio Costa
No Brasil, o passado é cada vez mais incerto. Chegará o dia em que os mestres esquerdistas do engodo, dentro do espírito da criação de inúmeros bantustões brasileiros e da anticomemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, irão devolver a Portugal as caravelas de Pedro Álvares Cabral. Quem sobreviver, verá! 
Vacine-se contra o HIV esquerdista da desinformação, lendo o ORVIL e acessando, além do Mídia Sem Máscara, os sites e blogs Olavo de Carvalho,Escola Sem PartidoA Verdade SufocadaHeitor de PaolaTerrorismo Nunca Mais -TernumaNotalatinaDiego CasagrandePercival PugginaReinaldo Azevedo,Nivaldo CordeiroGuilherme FiuzaRodrigo ConstantinoAugusto Nunes,Piracema – Nadando contra a correnteWikipédia do Terrorismo no Brasil

Notas:
 

(1) TAVARES, José Giusti (org.); SCHÜLLER, Fernando; BRUM, Ronaldo Moreira; ROHDEN, Valerio. Totalitarismo Tardio - o caso do PT. Editora Mercado Aberto Ltda, 2ª Edição, Porto Alegre, RS, 2000.
(2) NARLOCH, Leandro. Guia politicamente incorreto da História do mundo. Leya, São Paulo, 2013.
(3) NARLOCH, Leandro. Guia politicamente incorreto da História do Brasil. Leya, São Paulo, 2009.

(4)PERNIDJI, Joseph Eskenazi; PERNIDJI, Mauricio Eskenazi. Homens e Mulheres na Guerra do Paraguai. Bibliex, Rio, 2010.
(5) Durante a Guerra Civil Espanhola, foram inúmeras as atrocidades feitas pelos comunistas contra os católicos, especialmente frades e freiras, muitos deles canonizados pelo Papa João Paulo II. O clero era numeroso: 20.000 monges, 60.000 freiras, 35.000 padres, numa população de 24,5 milhões de pessoas. “Onze bispos, um quinto do total, foram assassinados, 12% dos monges, 13% dos padres também. Os chacinados foram reverenciados no famoso poema de Paul Claudel, ‘Aux martyrs espagnols’: ‘Soeur Espagne, sainte Espagne, tu as choisi! Onze évêques, seize mille prêtres massacrés et pas une apostasie!’. Cerca de 283 freiras foram mortas, algumas estrupradas antes da execução. (...) Na provínvia de Ciudad Real, a mãe de dois jesuítas foi assassinada com um crucifixo empurrado garganta abaixo. O pároco do Torrijos foi açoitado, coroado de espinhos, forçado a beber vinagre; colocaram-lhe um pedaço de madeira amarrado às costas e foi então fuzilado, mas não crucificado. O bispo de Jaén foi assassinado juntamente com sua irmã, na frente de 2.000 pessoas; seu carrasco era uma mulher da milícia, a feroz ‘La Pecosa’ (A Sardenta). Alguns padres foram queimados vivos; alguns tiveram sua orelhas decepadas” (JOHNSON, 1994: 273-4) (6).
(6) JOHNSON, Paul. Tempos Modernos - O mundo dos anos 20 aos 80. Bibliex e Instituto Liberal, Rio, 1994 (Tradução de Gilda de Brito Mac-Dowell e Sérgio Maranhão da Matta).

Mensalão petista retribui mensalão cubano

Antes de tudo, os médicos cubanos são agentes de Fidel Castro, espiões a serviço do PT, para implantação do socialismo no Brasil, que é o objetivo final do Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel em 1990.

Médicos cubanos fugiram da Venezuela e estão processando Cuba, Venezuela e a estatal PDVSA, por impor trabalho escravo. O mesmo poderá ocorrer com o Brasil.

O mensalão cubano teve início em 1961, com o ingresso de cubanos no Brasil, quando havia farto dinheiro soviético para a compra de armamento e inúmeras fazendas, que seriam transformadas em campos de treinamento de guerrilha. No dia 27/11/1962, na queda de um Boeing 707 da Varig, quando se preparava para pousar em Lima, Peru, estava entre os passageiros o presidente do Banco Central de Cuba, em cujo poder foram encontrados relatórios de Carlos Franklin Paixão de Araújo, filho do advogado comunista Afrânio Araújo, o responsável pela compra de armas para as Ligas Camponesas. Os relatórios detalhavam os atrasos dos preparativos para a luta no campo, acusava Francisco Julião e Clodomir Morais de corrupção e malversação de recursos recebidos. O presidente João Goulart ocultou e repassou secretamente a Fidel Castro essas provas da intervenção armada de Cuba no Brasil. Para conhecer a ingerência de Cuba no Brasil, antes de 1964, clique em Guerrilha Comunista no Brasil e O apoio de Cuba à luta armada no Brasil.

Após o movimento militar de 1964, o mensalão cubano se ampliou. Um político guasca carbonário, Leonel Brizola, era o líder idealizado por Fidel Castro para promover a revolução comunista no Brasil. Por intermédio de Lélio Telmo de Carvalho, Brizola recebeu cerca de 1 milhão de dólares, para treinamento de guerrilha. O primeiro pombo-correio que levou dinheiro de Cuba para Brizola, exilado no Uruguai, foi o santo de pau oco Herbert José de Souza, o "Betinho", seguido de Neiva Moreira e do ex-coronel do Exército Dagoberto Rodrigues. Para justificar os recursos financeiros, Brizola criou  o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), em 1966, que articulou a Guerrilha de Caparaó na região do Pico da Bandeira, em MG. Todos seus integrantes foram presos em 1967 após denúncia de abate de reses. Brizola não contratou advogados para os presos, nem prestou contas a Fidel, sendo chamado por este de el ratón. Segundo Betinho, o desvio foi de 200 mil dólares (Jornal do Brasil, 17/07/1996). As estripulias de Brizola podem ser constatadas em Os Incríveis Exércitos de Brizoleone.

Em 1967, houve a Conferência da Organización Latinoamericana de Solidariedad (OLAS), em Havana, para difusão de movimentos guerrilheiros e grupos terroristas em toda a América Latina, onde Fidel Castro pretendia criar vários Vietnãs. Os principais países que sofreram a subversão comunista foram Chile, Peru, Colômbia, Bolívia, Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela. No Chile, toneladas de armas vindas de Cuba foram encontradas pelo governo de Augusto Pinochet após o contragolpe desferido contra Salvador Allende. No Brasil, a história macabra da esquerda radical está contada no livro ORVIL, disponível na internet para download. Atualmente, a esquerda cinicamente demoniza a Operação Condor, que foi criada pelas nações violadas da América Latina justamente para combater os terroristas comunistas.

Outro mensalão cubano ocorreu com a criação do Movimento de Libertação Popular (Molipo), organizado em Cuba pelo chefe do serviço secreto Manoel Piñeiro Losada, o Barbaroja, e comandado por José Dirceu e Antonio Benetazzo. José Dirceu (então um “argentino” com nariz adunco, feito por um cirurgião plástico chinês em Cuba, e sobrenome Hoffmann) e seu bando receberam farto dinheiro de Cuba, para criar focos de guerrilha urbana (São Paulo e Rio) e rural (Norte de Goiás, hoje Tocantins, e Bahia) - o objetivo inicial era tomar o controle da Ação Libertadora Nacional (ALN), após a morte de Carlos Marighella, em 1969. Em 19 de janeiro de 1972, Dirceu esteve envolvido indiretamente na morte de um policial: “Segundo o depoimento do fiscal de obras Lazaro Finelli, dois homens tentaram roubar o Fusca do policial Thomas Paulino de Almeida, que reagiu, dando um soco no rosto de um deles [José Dirceu]. O outro rapaz, então, atirou na cabeça do PM, que morreria no local” (CABRAL, 2013: 88-89). O Molipo comprou armas no Nordeste e levou para São Paulo, onde assaltou uma agência do Ministério do Trabalho e uma patrulha da PM, levando 1 revólver e 1 metralhadora, baleando o soldado Norival Siciliano; jogou bomba na loja Mappin; explodiu carro de polícia; incendiou ônibus na Vila Brasilândia, ocasião em que um PM foi morto a tiros quando tentou apagar o incêndio; promoveu atentados na loja Sears e no jornal Gazeta Mercantil - cfr. CABRAL, 2013: 91.

Um mensalão especial cubano foi criado para ajudar a campanha presidencial de Lula, em 2002, como denunciou a revista Veja. A mesma Veja denunciou recentemente as atividades chapa-branca dos mascarados dos Black Blocs, com apoio da famigerada Mídia Ninja. Em resposta, vândalos tentaram depredar as instalações da Editora Abril - confira as fotos.

Nos últimos anos, a esquerda brasileira passou a retribuir o mensalão cubano, que por tantos anos distribuiu farto dinheiro, armas e terroristas, não só para o Brasil, mas também para toda a América Latina e parte da África, notadamente Angola. Durante o governo de FHCannabis, que hoje prega a liberação da maconha, vultosas remessas de bens e utensílios foram destinadas a Cuba. Basta consultar o Diário Oficial da União da época.

No entanto, quando o PT assumiu o poder central, o mensalão petista para Cuba se ampliou exponencialmente, seja com Lula, seja com Dilma Rousseff. Era hora de pagar com muito amor o desprendido amor cubano pelo Brasil. Obras bilionárias são feitas por construtoras brasileiras em Cuba, com dinheiro do BNDES, ou seja, com nosso dinheiro, a exemplo do complexo portuário de Mariel, belo balneário a 40 km de Havana. Foi nesse local que se tornaram famosos os marielitos, fugitivos em massa do inferno cubano, em abril de 1980, quando

“as autoridades permitiram que 125 mil pessoas abandonassem o país embarcando no porto de Mariel. Castro aproveitou o ensejo para ‘libertar’ os doentes mentais e os pequenos delinquentes” (COURTOIS, 2000: 786). “Os diversos êxodos fazem com que Cuba tenha atualmente 20% dos seus cidadãos no exílio. Numa população global de 11 milhões de habitantes, perto de 2 milhões de cubanos vivem fora da ilha” (idem, pg. 787).

O mais recente mensalão petista destinado a Cuba acaba de ser feito com a contratação de 4.000 médicos cubanos que virão ao Brasil nos próximos meses, dentro do programa Mais Médicos, que, além de ser um projeto eleitoreiro para reeleger Dilma Rousseff, tem como finalidade ajudar financeiramente a ditadura castrista e infiltrar milhares de espiões no Brasil. Agredindo violentamente a lei, o governo petista dispensou esses médicos, de Cuba e de outros países, de realizar a prova do revalida, necessária para exercer a profissão no País.

Já chamados de "escravos de jaleco", os médicos cubanos não podem trazer suas famílias, que ficam como reféns na macabra Ilha, e não podem pedir asilo político no Brasil, como afirmou o advogado-geral de Fidel Castro, Luís Inácio Adams. Médicos cubanos fugiram da Venezuela e estão processando Cuba, Venezuela e a estatal PDVSA, por impor trabalho escravo. O mesmo poderá ocorrer com o Brasil. Os escravos caribenhos receberão apenas uma parte do salário mensal, já que o grosso da soma ficará em posse da ditadura cubana. Fala-se que os cubanos receberão apenas 10% ou 7% dos salários de R$ 10.000,00, repassados pelo Brasil a Cuba via Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No entanto, o valor destinado ao governo cubano é bem maior, segundo informa a coluna de Luiz Carlos Azedo:

O ex-prefeito carioca Cesar Maia (DEM) fez as contas de quanto custa cada médico cubano: o governo gastará R$ 511 milhões para 4 mil médicos cubanos por seis meses, de setembro de 2013 a fevereiro de 2014, segundo o Ministério da Saúde. Então, serão R$ 21.291,66 mensais, e não R$ 10 mil, como foi anunciado”.

Nunca este País presenciou uma revoada tão grande de cubanos em seu território, configurando um colossal cavalo de Tróia, por decisão de uma simples Medida Provisória, que poderá ser aprovada ou não pelo Congresso Nacional. Antes de tudo, os médicos cubanos são agentes de Fidel Castro, espiões a serviço do PT, para implantação do socialismo no Brasil, que é o objetivo final do Foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel em 1990.

Para culminar a patifaria petista, os cubanos (e médicos de outros países) estão sendo instalados em quartéis do Exército, como o Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) e o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º RCG), em Brasília - os homens no BGP e as mulheres no 1º RCG -, para um rápido cursinho, antes de seguirem a destino, para as periferias das grandes cidades ou para o interior. Vale lembrar que essas unidades militares participam da instrução básica para os aspirantes-a-oficial do Estágio de Adaptação e Serviço (EAS), feita para militares temporários do Exército que já tenham diplomas da área de Saúde: médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários.

Por falar em soldado: os pelegos pagos pelos partidos radicais de esquerda recepcionaram com festas a primeira leva de cubanos em Recife, no último domingo, Dia do Soldado: "Te cuida imperialista, a América Latina vai ser toda socialista". O mesmo proselitismo socialista também foi visto em Fortaleza.

Quem garante que uma parte do dinheiro cubano não voltará para o PT, para ser usado na campanha presidencial para reeleger Dilma Rousseff em 2014? Olha aí de volta o mensalão cubano!

Está tudo dominado!


Notas:


AUGUSTO, Agnaldo Del Nero; MACIEL, Licio; NASCIMENTO, José Conegundes do (Organizadores). ORVIL - Tentativas de Tomada do Poder, Schoba Editora, São Paulo, 2012.

CABRAL, Otávio. DIRCEU A BIOGRAFIA – Do movimento estudantil a Cuba. Da guerrilha à clandestinidade. Do PT ao poder. Do Palácio ao Mensalão. Record, Rio, 2013.

COURTOIS, Stéphane; WERTH, Nicolas; PANNÉE, Jean-Louis; PACZKOWSKI, Andrzej; BARTOSEK, Karel; e MARGOLIN, Jean-Louis. O livro negro do comunismo - Crimes, terror e repressão. Bibliex e Bertrand Brasil, Rio, 2000. Com a colaboração de Rémi Kauffer, Pierre Rigoulot, Pascal Fontaine, Yves Santamaria e Sylvain Boulouque (Tradução de Caio Meira).

Programa Raul Gil: Tire as crianças da sala!

Eu costumo assistir ao Programa Raul Gil pela qualidade dos cantores que lá se apresentam, sejam eles crianças ou adultos. Atualmente hospedado no SBT, o programa já circulou na Record e na Band. Chamados de calouros, esses cantores são na verdade profissionais de alto nível, e não se vê nada de semelhante nos outros canais abertos da TV brasileira.
Esse programa já revelou inúmeros talentos, como a cantora Amanda Neves, o saxofonista Caio Mesquita (campeão de venda de CDs), o cantor gospel Jotta A, a soprano Liriel Domiciano, que gravou 2 CDs com o tenor Rinaldo Vianna (também uma revelação do Raul Gil) e um CD com o Coro do Tabernáculo Mórmon, dos EUA. É um programa “classe A”, com uma banda e um corpo de balé que deixam no chinelo muitos shows musicais que se apresentam no Brasil, com preços abusivos. Até já escrevi sobre o assunto.
Atualmente, o Programa Raul Gil apresenta Mulheres que Brilham, já em segunda edição, patrocinado pela Bombril. Desse concurso sairá uma vencedora, que irá gravar um CD pela Sony Music. Um interessante quadro do programa é “Eu e as crianças”, no qual meninos e meninas fazem perguntas a personalidades artísticas em geral, que são convidadas pelo programa.

É agradável ter um bom programa de TV à disposição do controle remoto, de graça, onde toda a família possa assistir sem sobressaltos. E bom programa rareia cada vez mais na TV brasileira. Praticamente todos os canais da TV aberta têm programas espalhafatosos, nos quais predomina a apelação para os mais baixos instintos das pessoas. É comum a apresentação de grupos musicais, especialmente de raps e funks, cujas canções são chulas, cheias de duplo sentido, além de coreografia que imita a promiscuidade entre pessoas, inclusive do mesmo sexo. A dança na “boca da garrafa” é o exemplo mais acabado dessa orgia, com a agravante de, muitas vezes, ter crianças imitando inocentemente o ato sexual nos palcos das emissoras.
A propósito, segundo a língua de pau do politicamente correto, não existem mais putaria ou esbórnia, mas apenas ”poliafetividade”. Interessante é observar que hoje muitos falsos moralistas se escandalizam com a palavra “putaria”, que fiz questão de utilizar neste texto, mas não com a putaria em si. Trata-se do pérfido “stalinismo puritano” de que fala o diretor teatral inglês Peter Hall, com críticas ao patrulhamento do politicamente correto, cujos integrantes censuram a utilização de palavras julgadas ofensivas, mas não ficam corados frente a atentados violentos ao pudor. Esse puritanismo de idiotas tem larga aceitação em nosso País, onde a vida de uma tartaruguinha tem mais valor do que um feto humano.
Para minha surpresa, o Programa Raul Gil resolveu competir com o que há de mais degradante na televisão brasileira, a exemplo do Zorra Total, uma cloaca que a Rede Esgoto de Televisão emporcalha os lares nos sábados à noite. Semanas atrás, uma dupla conhecida como Caju e Castanha se apresentou para o auditório. E o que é que essa dupla cantou em plena tarde, para adultos e crianças de todo o Brasil? Além de uma baixaria que tinha como tema a bunda da mulher, com frases chulas, a dupla cantou algo que ficaria bem num programa humorístico do falecido Costinha, ou de Ari Toledo, para adultos, não para crianças: "mulher de amigo meu é como violino: eu viro a cara e enfio a vara".

Para piorar a coisa, a dupla castanheira ainda se apresentou como sendo evangélica. "A igreja de vocês permite cantar isso?" - perguntou Raul Gil. A dupla da música-esgoto afirmou que não havia nenhum problema.
Nos próximos programas do Raul Gil, é bom tirar as crianças da sala. Não se sabe o que poderá vir pela frente. Fico com pena das crianças que se apresentam no palco com o Raul Gil, que provavelmente ouviram tal imundície durante a gravação do Programa. E das crianças do Brasil inteiro, compelidas a submergir em tal cloaca. E a Vara da Infância, o que faz para evitar que nossas crianças sejam expostas a tal degradação, não só no SBT, mas também em outros canais de televisão?
“Mas, se alguém fizer cair no pecado um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar”.
(Jesus Cristo, no Evangelho de Mateus: 18, 6).